Estou de volta do Canyon de Colca. Muito maneiro. Pena que estou sem paciencia para descrever a aventura. Sabe como e, a viajem esta trerminando (praticamente faltam 3 dias, e já esta batendo aquela depressao pós férias).
Estou de volta em Arequipa por um dia. HGoje vou para Nasca, numa corrida contra o tempo. Devo ficar amanha interira vendo os pontos turísticos, e por fim, ir para Lima. Agora estou na minha "tarde livre", pois já vi todos os lugares que eu queria.
Estou pensando agora nas compras, visto que a viuagem esta terminando e posso ficar pesado. Como, que para a minha surpresa, aqui no Peru tem Radio Shack!
Vamos ver o que virá.
Estou em Arequipa. Amanha eu embarco em uma caminhada de tres dias no Canyon de Colca. (com l, nao e' de coca :-). Por isso, estarei fora do ar por tres dias.
Creio que deverei ficar mais alguns dias em Arequipa. O lugar 'e muito interessante. Esse finalzinho sera corrido.
Veremos. Noticias quando tiver noticias.
Hoje nao foi tao interessante. A ilha de Taquile (nao tequila) e umlugar onde fazem aquelas trabalhos de tecelagem tipicos daqui. Mas era muito caro e turisticos. Por um citinho cobravam 50 dolares. Ninguem comprou. Talvez por 50 soles (40 reais) valesse a pena levar. Mas achei o lugar meio bobo.
A volta foi bizarra. O barco balancou muito. Ate agora, 5 horas depois de sair do barco esta tudo rodando dentro da minha cabeca.
Vai ser dureza pegar ess onibus hoje. Destino: Arequipa. Profissao: aventura.
Claro que era turistica. As familias que abrigavam os turisticas se juntaram em um salao no topo de um morro que tinha luz solar e fizeram uma festa.
O som? Sabem daonde vem aqueles malditos peruanos que ficam tocando aquela flautinha na carioca? Daqui. As criancas desde cedo aprendem a tocar instrumentos musicais. Como nao tem empregos para todos eles saem da ilha e vao para outras cidades como Lima, Cuzco e Arqeuipa. E alguns ganham o mundo. Rio, Nova York, Paris, Londres, Roma, Milao, Toquio.
Bem, nosso DJ andino foi uma banda de estagiarios (leia-se criancas) de flauta peruana. Agora dorme, ou melhor, danca com esse barulho. A danca tipica e indescritivel. Basicamente voce empurra a mao da sua parceira em no ritimo da musica. Tem alguns passos tipicos. Nao muito diferente de tango, ou de festa junina. No final, se o meu folego permitisse mais, eu estava aprendo a dancar.
Fui dormir as 10 da noite. Quase morto pelo soroche.
Banheiro com maiuscula.
Esqueci de dizer, mas todas as casas na ilha tem lampadas e instalacao eletrica. So nao ha luz. O Fujimori doou a fiacao e um gerador para a ilha. So que eles nao quiseram pagar o diesel para o gerador. Logo, decidiram que nao vai ter luz na ilha. Que se dane o presidente japones. Eles so ligam a luz na festa anual (do page) e em casamentos.
Imagine agora um cubiculo de um metro quadrado com uma coisa que lembra vagamente com um vaso sanitario. Mais com um vaso do que sanitario, ja que nao tem aquele assento para o numero 2. A descarga e um balde. Deus sabe para onde vai o que vai pro vaso.
E uma casinha de adobe (barro com raizes) com teto de palha e uma porta que nao fecha. Ela fica a uns 30 metros afastada da casa.
A hora agora e 7:30. O sol se pos a uma hora. Nao ha luz eletrica. Raios caem do ceu a cada 10 segundos. Inclusive nunca vi tantos relampagos e raios na minha vida.
Coloque, ou melhor, equilibre seu protetor de asento no vaso gelido e tente fechar a porta. Pelas falhas no teto de palha voce ve os relampagos numa cena digna de fimes de terror. A temperatura e de 10 graus.
Agora se concentre para fazer o numero dois. Conseguiu? Entao comece a sentir os pingos de chuva. Maldito intestino que vive preso no trabalho e aqui funciona como um reloginho. Tambem com a comida daqui. Nao existe intestino solto.
Agora falemos sobre coisas mais amenas. Falemos sobre a festa.
Para os engracadinhos de plantao, nao tem duplo sentido. O resto do tour foi passar uma noite numa casa de uma (outra) comunidade indigena. Essa, felizmente, vivem em uma ilha. Pelo menos eh em terra firme.
Visitamos um templo para pachamama, comemos comida tipica, que foi quatro tipos diferente de batata com queijo na chapa. Conhecemos e dormimos na casa deles. A cozinha, e o banheiro fica fora da casa. Bem, sobre o banheiro eu conto depois.
A ilha de Amantani, e uma ilah onde vivem cerca de 3000 pessoas, que fazem basicamente agricultura de subsistencia (e turismo, claro). A ilha e cheia de ovelhas (por causa da la), e plantacao de batata. Alias, existem mais de 1000 pos de batata aqui. Sem exageiro. Nego cultima vatata aqui a milenias e cada microclima dessa terra produz um tipo diferente de batata ou oca (batata doce). Junto com o milho, que tem umas 300 variedades, e a quinoa, que tem 1200, e a base da dieta deles.
Uma vez por ano o "paje" deles entre no templo a patchmama e faz uma serie de oferendas. Ningume pode entrar na area. Nem os nativos. Mas eu tirei uma foto.
Provamos picarontes, uma especie de pao frito e o mate de munha. Munha, ou a menta andina, eh um matinho que tem um cheiro parecido com a menta. Acha-se em qualquer lugar na ilha. Voce pode fazer um cha, ou ficar cheirando. Tal como a coca, ajuda a suportar a altutude de 3800 metros ao nivel do lago.
Eles usam a munha para uma serie de coisas, desde cha, ate para preservar comida. Trouxe um montao, mas estara seco ate eu voltar. Pelo menos vai deixar a mochila com um cheiro bom.
A noite comemos mais batata. Dessa vez com arroz. Creio que o principal era o arroz, a batata era so para acompanhar. Confirmamos (eu e o meu novo amigo Israelense) com os outros turistas o que eles tinham comido. Tem tres comidas: batata com quijo, batata com peixe, e batata com arroz. E so. E olha que os caras vivem na media 70 anos!
A noite fomos a uma penha (festa). Mas antes vou contar sobre o banheiro ... e mais aterrorizante. Num outro post.
Chegando em Puno, nas margens do lago Titicaca, fui fazer o tour por algumas de suas ilhas. Coisa para contar para os netos.
Comecando, no tour, estava o mesmo israelense que encontrei no tour anterior. A gente acabou fazendo amizade, até porque dentro do nosso grupo so tinha pessoas viajando em grupos.
Começamos indo para as ilha dos Uros. Eles sao uma tribo que habita o lago a quase mil anos. Quando eu disse lago, quis dizer o lago, e nao as suas margens. Isso mesmo, eles habitam em ilhas flutuantes feitas de uma planta que cresce por aqui. Na verdade toda a cultura deles e baseada nessa planta. E uma especie de junco oco. As raizes sao super leves.
Eles cortam blocos enormes de 80cm a 2 metros de profundidade. Usam esses blocos como uma boia gigante. Acima desses blocos eles espalham o junco fino em camadas de quase um metro. Isso isola a humidade e deixa um chao agradavel para pisar. Por eles pisarem nesse chao fofo a vida toda, eles nao usam sapato, nem conseguem andar direito em terra firme!
Nao satisfeitos, eles usam os juncos que sobraram (os mais grossos) para fazer as suas casas e barcos. Afinal, eles sabem navegar desde os 5 anos de idade!
Pensa que parou por ai? A parte mais ternra dos juncos eles comem! Sim, eu provei. E crocante e nao tem muito gosto, mas disse o guia, que e nutritivo. A dieta deles e basicamente isso e peixe.
Para as ilhas nao sairem flutuando por ai eles ancoram elas no fundo do lago, mas se se desentendem com o vizinho (pois vivem varias familias em uma so ilha) eles simplesmente cortam a ilha no meio. Facinho fazer um divorcio!
Bem .. a viagem nao paroupor ai, mas esse post sim.
Marquei um tour para a tarde para conhecer umas ruínas. Durante o dia rodei a cidade.
Nao tem muito para ver. Algumas ruas, umas igrajinhas e so. Subi num morro para ver o lago titicaca de perto. Nao e moleza. 3800 metros acima do nivel do mar. O mirante do condor estava a 4000. Demorei uns 45 minutos para subir. Me forcando a parar 10 segundos a cada lance de escada e ainda fiquei com dor de cabeça. (oba! esse teclado tem cê cedilha! Mas til nem pensar!).
Desci, almocei num restaurante bom (já que a ultima refeicao descente que tive foi a 2 dias atras). Carne de Alpaca com pure de batatas. A carne de alpaca e saborosa, mas nada de mais.
Às 2 da tarde peguei o tour. Estou refazendo as minhas contas, e acho que acerto o orçamento(ççç!!!) em alguns dias. Mas falemos de coisas divertidas.
O guia, tinha mania de falar ´no´ de duas a três vezes em cada frase. Quando ele nao falava ´no no´ ou ´no well no´. Até a subida do morro para sair da cidade de puna (aproximadamente 7 minutos de viagem) ele tinha falado mais de 50 vezes, e aí eu perdi a conta.
O tour nao foi grandes coisas até o final. Nos fomos ver um antigo cemitéria pré-inca. Dado que o guia falava inglês-tarzan (I Tarzan, you Jane), ou melhor inglês-no-tarzan-no, tinha uma hora que o cerebro desliga.
Valeu por poder entrar dentro das tumbas (nao tem mais nada, mas ainda sim é divertido). Depois de uns 3 ou quatro tours diferentes, dificilmente os guias falam alguma novidade muito grande.
No grupo estavam 3 brasileiros que estavam vindo de Arequipa. Puxei um pouco de papo, parte para pegar umas dicas do Canyon de Colca, parte para dar dicas de Machu Pichu (e eu tinha várias dicas para dar). Conversei também com um israelense cujo inglês tinha um sotaque fortíssimo, mas era melhor do que o do, no, guia.
No fim do tour passamos por umas casas de nativos. Entrei pensando que era mais uma armadilha para os turistas depositarem uns soles. Mas nao. Foi, sem duvida, a parte mais interessante. Primeiro o cara mostrou as casas, ou casa.
Imagine um muro feito de pedra sobre pedra e barro. partindo do muro existem várias casas, cada uma com o seu telhado. como uma cidadezinha. Uma casinha e a cozinha, outra sao os quartos, e etc. No meio ele mostrou uma série de alimentos típicos.
Ele mostrou 2 dos 30 tipos de quinoa, e uns 7 tipos diferentes de batata (dos 1200, sim, mil e duzentos, existentes). Numa tijela tinha um negócio que era lama comestível (lama, barro e, nao lhama). Um queijo, e uma paradinha que era uma empanada de quinoa. E deixou a gente comer.
A empanadinha de quinoa parecia um biscoitinho e era deliciosa. O quijo, parecia quijo minas, um pouco mais salgado. E a lama, por incrível que pareça, era boa.
Pra arrematar a gente foi ver uma criacao de Cuy (porquinho da Índia). O bicho é muito maneiro. Vai dar pena comer um. Por fim, vimos uma mulher fazendo tapeçaria do lâ de lhama e alpaca que tinham acabado de tirar.
Realmente, como eu disse, dificilmente vem alguma coisa nova, mas dessa vez veio. Todos saíram do tour animadaços.
Chamei os brasileiros e o israelense para comer, pois os biscoitinhos de quinoa com lama abriram o apetite.
Como eles estavam em grupo, acabaram dando evasivas. O israelense, tal como eu, nao tinha nada para fazer e acabamos conversando. Desde economia até carreira, passando por computaçao (ele também era engenhrio de computaçao).
Nessas horas é que eu me pergunto se vale a pena viajar em grupo. Grupo sempre se fecha mais.
Amanha vou conhecer o lago Titicaca e, se tudo der certo, dormir na casa de uma família de nativos que mora em uma das ilhas. Nao sei se a ilha é flutuante ou nao.
Amanha conto mais. Preparem-se. Antes era só concentraçao para chegar a Machu Pichu e tentar a maldita Trilha Inca. Feito o que pode ser feito nada mais me segura, exceto a vontade de visitar as linhas de Nazca e o vôo de volta. Agora a viagem vai ficar bizarra.
Esse foi um dia louco. Eu falaei se eu nao sabia se iria para Arequipa ou para Puno. O Destino decidiu por mim. O onibus que eu ia pegar ia para Puno, mas pararia antes am Areqipa, uma cidade perto.
O que eu nao sabia era que era tao perto. Quando peguei o onibus e vi que o filme era uma producao nacional (peruana) eu li um pouco do Nome da Rosa e dormi logo.
Acordei 5:00 com o onibus parado em uma rodoviaria, com o motor desligado. Me virei e vi que tinham algumas pessoas ainda no onibus. Dormi mais um pouco. 5:20 acordei com um frio desgracado. Pensei, porque o motorista desligou o aquecimentro? A restosta veio rápido: porque o motor estava parado. E porque estava parado? Ainda tinha gente no onibus.
Perguntei para as pessoas que estavam semi-acordadas e elas iam para Puno. Relaxei. 5:30 eu nao aquentei de frio e sai para ver o que estava acontecendo. Com medo do onibus partir.
Entrei na rodoviaria e descobri que esta era a rodoviária de Puno!
Acordei o motorista, peguei a minha mochila e sai. Logo fui abordado por um cara oferecendo hotel. Como nao estava em condicoes de discutir, aceitei ficar no hotel. Nao e grandes coisas, mas funcionou.
Dormi ate as 8:00. Depois perdi o sono. Tomei um banho (nao tomava banho desde as 4:30 antes de Machu Pichu!), e me arrumei para sair. Bem, mas isso e uma outra historia ...
Meu onibus parte dem 1:30 e eu ainda nao sei ao certo para onde vou. A priori era Arequipa, cuja passagem comprei de antemao, antes de ir para MP (grande erro). Essa passagem, a unica que saia depois das 21:00, tem que parar para trocar de onibus as 3:00 em uma cidade chamada Juliaca. No entanto, vi que na minha passagem esta escrito Puno.
Vai que é um sinal? Queria deixar o Lago Titicaca (e, portanto a cidade de Puno) para a proxima, mas ainda tenho duas semanas.
Alea jacta est! O importante e viajar.
PS: Falando em latim, estou lendo o Nome da Rosa. Muito bom.
Justica seja feita. Estou até me sentindo culpado pelo post de ontem. Michu Pichu é foda. Digno de cartao postal. O lugar é que nem o cardapio do Outback. O que voce ve na propaganda e o que voce recebe.
Acordei 4:30 de hoje, tomei um banho (talvez a coisa mais sensata que eu fiz hoje), e 5:00 fui compara o ingresso. Peguei o primeiro onibus, que saiu 5:30 e entrei exatamente as 6:00. Estava, talvez, na primeira duzia de turistas de hoje.
Mal cheguei tirei uma foto que se nao estivesse na minha camera, todos diriam que era postal. Tinha uma lhama colocada estrategicamente no primeiro cartao postal de M.P.
Rodei ate as 7:00, quando entrei para subir o Waynapichu, aquele morro alto que aparece em todas as fotos machupichenhas.
Fui no HUanapichu, um pequeno morro que quase passa despecebido, e tirei algumas fotos com a neblina sobre o santuario.
Depois, subi ate o topo do Waynapichu, uma tarefa que ajuda a voce a nao ter medo de altura. Escadas totalmente irregulares de centenas de metros, sem corrimao que da para um abismo sem fim. E as suas pernas tremendo que nem vara verde. Nao e a toa que morrem umas 3 pessoas por ano la. Um pequeno sacrificio ao apu (=montanha) que protege o santuario.
Depois eu fui fazer a volta grande ate a grande caverna. Peguei o caminho mais longo sem querer e demorei mais. Foram no total 4 horas de caminhada (forte), morro acima, morro abaixo.
Como minha agua tinha terminado, assim como os meus soles, sai do santuario e fui compara uma bebida. A lojinha do hotel de M.P. (sim, tem um hotal no lugar. A diária? 720 dolares, na temporada baixa) e um assalto a mao armada. Mas era isso ou desidratar.
Entrei, por fim, em um tour. Muito legal. 15 soles bem pagos. O unico problema foi que o tour demorou 3 horas e pouco e tive que descer de onibus.
Burrice, pois tinha um indiozinho que desceu a trilha inteira (25 minutos) ate a cidade junto com o onibus. Enquanto ele descia pelas escadas, o onibus ziguezagueava na estrada.
Meu trem saia 4:20 e qu cheguei na cidade de Aguas Calientes (que da suporte ao santuario) 4:00. Uma corrida contra o tempo, localizacao e informacoes erradas.
Peguei o trem ate Ollaytimtambo. A cidade "grande" mais perto de MP. Peguei mais 2 horas de onibus para Cuzco (de onde vos escrevo). E estou na estacao de onibus, esperando o meu onibus que sai para Areguipa. Ou para Puno. Mas essa e uma outra historia.
Por enquanto so o ressentimento de nao ter feito a trilha inca. Mas tudo no seu tempo.
Estou muito decepcionado em nao conseguir fazer a trilha (nem conseguir ir de helicoptero). Estou indo, porque nao se visita Orlando sem ira à Disney, certo?
Bem, enfim, cheguei. Nao havia outra maneira a nao ser ir de trem. Carissimo, por sinal. Tem trem ate de 550 dolares (um absurdo num pais como esse). O meu custou a bagatela de 74 dolares.
Independente do custo, que ja jogou meu orcamento para o cuzco da pirua (e amanha vem mais uns 50 dolares de entrada onibus, guia e etc), fico mais revoltado em pagar por uma coisa que nao tem infraesrtutura nenhuma.
A coisa e turistica pra caramba. Mas vamos ver. Tentarei chegar amanha no primeiro horario. Daqui e sigo direto para Arequipa, pois ainda tenho 2 semanas de viagem, e muita coisa para fazer.
A viagem demora com as esperas, conexoes e tudo, 6 horas. Coisa que deixaria qualquer cristao irritado (como estou).
Sao 22:30 agora. Cheguei e fui fisgado por um cara me oferecendo um quarto por 30 soles. Depois de uma pequena negociacao foi para 15. Eles acabaram me empurrando um quarto exclusivo por 20. Sinceramente preferiria compartilhar com alguém. A viagem está muito sozinha. Mas também quero dormir cedo para acordar amanha "temprano".
Como diria o Double, nao vim aqui para fazer amigos. No mais, cada vez penso que fechar o tour nao teria sido uma má idéia. Nao vou poder chegar tao cedo porque a bilheteria so abre às 5:00.
Vamos ver amanha. Espero que as ruinas sejam muito fodas, pois de outra forma, sera a maior armadilha de turista que eu ja passei.
Honestamente, seria ingenuidade esperar qualquer coisa diferente.
Só falando um palavrao. Estou quatro dias em CUzco e acabou meu ultimo recurso. Nao tem como fazer a trilha inca. Visitei vários sítios interessantes, mas Machu Pichu, so de trem. Mierda!
Amanha vou ver o que posso fazer. Já que Pachamama nao me abriu o caminho do puma, vou tentar o do condor.
Hasta luego, con mais notìcias!
Quanto ao albergue, estou numa espelunquinha bastante em conta. O pessoal è bem legal. È como uma casa de famìlia, onde eles alugam os quartos para estrangeiros. O dono, Marlon, e também agente de turismo (como ao que me parece 90% da populacao local).
Os quartos sao limpos (mais ou menos). A cama è dura (ainda bem que arrumei um travesseiro extra=. Mas o que mata sao os banheiros. Nao sáo especialmente sujos, mas sao muito precàrios. Agua quase nao esquenta (e aqui faz frio), e è um banheiro para todas as pessoas , inclusive a família.
Que mas tenho a dizer?
Saudades de todos.
Estou em Cuzco, ou melhor Qosqo, desde o terca e é a primeira vez que venho à Internet. Nao consigo por nada desse mundo fazer a trilha inca. Está tudo lotado. Talvez haja um chance de conseguir um passa especial, mas nao sei se acredito mais. Amanha verei o vale sagrado e se ate amanha eu nao tiver uma posicao, eu parto para Puno, ou La Paz.
Cuzco é bastante interessante. Muito turística. Nao aguanto mais pessoas me oferecendo piinturas, artesanato, tour (nenhum da trilha inca) e até massagem.
Conheci um guia que me mostrou alñguns sitios arqueologicos maneirissimos. No entando fui descobrir depois que ele era ilegal. Hà muitos estudantes de turismos que fazem bicos. Bem, coisa de paìs subdesemvolvido que nòs, bralileños, estamos acostumbrados.
Diferente de nós, eles tem um grande orgulho da sua história. Eles fazem de tudo que o pouco dinheiro permite para manter, divulgar e reviver o passado do império Inca, em cuja capital estou agora.
Além disso, existe a escola cuzquenha de arte onde se misturam elementos incas com os cristaos, num claro sincretismos entre a cultura indígena e crista.
Mais no proximo post ...
Menos planos e mais disposição. Isso torna a viagem, na minha opinião mais interessante. Viajar é explorar o desconhecido, e por mais que pesquisemos antes nada supera o improviso.
Quero, certamente fazer duas coisas: a trilha inca e as planícies de Nazca. A primeira já não devo fazer, visto que está "oversold". Mas eles devem ter algo semelhante. Bom, pelo menos tenho uma desculpa para voltar se eu gostar do lugar. A segunda, vamos ver no que dá. Fora isso, se o tempo permitir vou tentar chegar até La Paz através do caminho mais conhecido. Ficou faltando conhecê-la na minha última viagem. Fazendo isso e me divertindo me dou por satisfeito. O resto é surpresa.
Toda viagem começa com uma porta. A porta que separa a sua casa do resto do mundo.
Estou atravessando ela agora.
Hoje começa a viagem. O meu vôo sairá 15:30, daqui do Rio, com um clima bom e uma série de incertezas quanto ao tráfego aéreo. Se tudo der certo, só terei uma trégua meia noite, em Lima. Mais uma vez, vou dormir o primeiro dia no aeroporto, pois o vôo para Cuzco sairá 6:10 da manhã. Isso se o vôo atrasar menos de 6 horas. Se atrasar mais ...
Mas de que adianta se preocupar com o futuro, se nada do que eu posso fazer vai mudá-lo? Melhor me certificar de que eu só esqueci coisas que eu posso comprar lá, já que é certo que vou esquecer algo.
Pretendo manter o blog razoavelmente atualizado. Quem quiser, ou não tiver nada mais interessante para enrolar no trabalho, seja bem-vindo.
Agora, voltando à América do sul, favor me enviar seus endereços (com CEP) para eu mandar os postais!
Alguém está com os meus guias de Europa? Não tem nada a ver com a minha viagem. Minha irmã vai pra lá, e ela me pediu. Como não está aqui em casa, eu devo ter emprestado para alguém. Por favor, me ajudem, não me lembro para quem emprestei!
Agora é oficial. Estou viajando para o Peru. Saio dia 16/4 e vlto só em maio.
Claro que volto a escrever aqui.
Endereços para receber postais são bem-vindos!