Imaginemos, que a globalização pega de vez, como ficaria o hino do carnaval de rua do Rio?
"Quem não chora não mama,
segura meu bem, a chupeta,
lugar quente é na cama,
ou então no Bola Preta."
Em inglês:
"Who does not cry does not suck,
hold my dear, the rubber nipple.
Hot place is in the bed,
or then in the black ball."
Em espanhol:
"Quién no grita no aspira,
no sostiene mi querido,
la entrerrosca de goma.
El lugar caliente está en la cama,
o entonces en la bola negra."
Em italiano:
"Chi non grida non succhia,
non tengono il mio caro, l'ugello di gomma.
Il posto caldo è nella base,
o allora nella sfera nera."
Em alemão:
"Wer nicht schreit, mein liebes,
der Gumminippel saugt nicht, hält.
Heißer Platz ist im Bett
oder dann in der schwarzen Kugel."
Em grego:
"Ποιος δεν φωνάζει δεν απορροφά,
κρατά αγαπητό μου,
η λαστιχένια θηλή. Η καυτή θέση είναι στο κρεβάτι,
ή έπειτα στη μαύρη σφαίρα."
Em russo:
"не плачет не всасывает,
не держит мое дорогое,
rubber ниппель. Горячее место находится в кровати,
или после этого в черном шарике."
Em chinês tradicional:
"誰不哭泣不吮,
不舉行我親愛,
橡膠乳頭。熱的地方是在床,
或然後在黑球。"
Para! Esse post está muito idiota. Feliz Carnaval.
Depois de pegar o "avião da morte" da Gol, linhas aéreas intermitentes. Cheguei finalmente em casa.
O primeiro voor, 1:40, eu li mais hary potter. O segundo, após passar com a alfândega, tinha um ... um ... um ... (quem nasce em Campo Grande no Mato grosso é o que?) ... bem, desgraçado comversando o tempo todo na cadeira de trás e não deu para dormir.
Depois de "dormir" no maracanã(ou seria um morumbi) lotado da sala de embarque de conconhas. Peguei o vôo para o Rio, que atrasou 45 minutos.
O problema é que eu ainda ia encontrar com a minha mãe no aeroporto. O avião dela saía 12:00. E o meu chegava, teoricamente às 10:00.
Chegou às 11, e consegui me despedi dela (ela está indo para a Patagônia).
Fim? Não. Voltei de frescão. Pinga pinga. Demorou 1:30 para eu chegar no Morisco. Pelo menos fiquei conversando com um casal de gringos mostrando os pontos turísticos por o ônibus passava e dando dicas do Carnaval.
Cheguei semimorto depois de carregar as malas do morisco até em casa. Mas é aí onde as viagens começam e terminam: na porta de casa.
Estou agora esperando o voo pinga-pinga da Gol. Sao 22:55 agora e meu voo sai as 1:10. Continuo lendo o Harry Potter pirata. Espero que o livro nao acabe antes de eu regressar para casa.
No mais, bate sempre aquela sentimento triste de férias se acabando. Mas tudo que é bom, quando acaba deixa a gente triste. É isso que nós brasileños, chamamos de saudade.
Falando em saudades, claro, também as tenho das boas coisas que tive que deixar para tras para vir pra cá. Para o bem, entretanto, estou voltando.
Bem, hoje é o ultimo dia. Ontem rodei a cidade andando, fiz umas compras e voltei para o albergue. Estou descansando esses ulimos dias. Desisti de ir visitar uma cidade aqui perto.
Hoje esta venteanbdo horrores por aqui. Espero que isso nao atrapalhe o aviao. Fora isso, nada de mais. Visiteio museu sacro e estou descansando, pensando na vida e lendo um Harry Potter em espanhols pirata que comprei por 2,5 dolares. Vidinha calma.
Ontem ainda, fui tomar chopp no ja tradicional Irish Pub. Ficamos ate o bar fechar discutindo sobre terrorismo (do IRA é claro). E da-lhe cerveja!
Amanha esperoestar por ai. Se tudo estiver no previsto, chego no galeao as 10:00 (horario do Rio). Mais um voo pinga-pinga. :-)
Tirei o dia de ontem para rodar a cidade. Alem de alguns eventuais mueus e igrejas, acabei encontrando o tempo máximo da cutura de um povo: o supermercado. Em resumo, fiz um monte de compras, de presentes, de pechinchas de tudo. Para mim, ir em um supermercado fora do país é conhecer como as pessoas daquele país compram, o que compram, por quanto compram. E sem contar que nunca é um lugar turístico.
A noite, sai com o pessoal do albergue para tomar um chopp em um pub irlandes. Eu, um galês, um australiano e um escoces. É bebida pra anglofono nenhum botar defeito.
Hoje, nao acordei de ressaca, e fui rodar lentamente o outro lado da cidade. Encontrei os dois camelodromos do centro de Santa Cruz. Perigoso foi o almoço. Almocei em um lugar "recomendado" onde o almoço completo era 7 bolivianos (menos de um dolar). Prato: sopa figo e chuleta. Detalhe: quando veio o pao eu vi uma formiga dentro do pao. Se eu nao tiver um ziquezira agora nao tenho nunca mais.
Fora isso, estou descobrindo que aqui eletroeletronico é um pouco mais barato que no Brasil, provavelmente devido a um imposto de importacao mais baixo. Bobear trago alguma coisa.
Amanha sera meu ultimo dia aqui, e vou ver se tenho paciencia para fazer mais um tour.
Depois de mais 10 horas de viagem, estou na minha ultima cidade Boliviana. Fui obvuiamente bebado no onibus, mas nao ajudou muito. Nao dormi direito. Acreditam que tinha um boliviano safado que ainda roncava naquele onibus treme-treme?
Chegando em Santa Cruz, nota-se sem duvida que e outra Bolívia. Ainda esta imunda, e bagunçada, mas pelo menos nao se sente cheiro de hoha de coca na rodoviaria, que alias nem parece com uma tipica rodoviaria boliviana (leia-se rua).
Por outro lado, tudo e mais caro. Paguei a fortuna de 10 bolivianos (R$2,5) para cruzar a cidade e chegar no centro. No rio eu pago isso só para entrar em um taxi, mas para bolivia e caro. Em potosi, se pagava 30 para atravessar para outra cidade. Nunca tinha pago mais de 4 bolivianos em um taxi.
Rolou um rally de hoteis. O que eu queria estava cheio e me recomendaram um que era uma espelunca. E, apesar da placa dizer 15 bolivianos, o cara ia me cobrar 20 (R$ 5 hahaha). Como nao sou trouxa, fiquei em um outro mais caro, mas muito mais legal.
É bem central, uma construcao espanhola com jardim no centro. Muito maneiro. Agora o surreal: Fui no banheiro e encontrei um Tucano atras do vaso. Foto certa.
Na verdade o hotel tem (ate agora) dois tucanos. Um tucano (presumo que seja o do banheiro, ja que ambos sao iguais) agora cisma em morder o meu dedo. E quer arrancar. Morde e balanca o bico para tentar arrancar o meu dedo. Vou ver se eu compro uma racao para fazer amizade com ele.
Bem, fora isso, vale a mencao do habito da Siesta: de 12:00 às 14:00 a cidade fica às moscas. Para o turista, que vica às moscas (ou aos tucanos) o tempo todo é chato, mas esse hábito deveria pegar no Brasil. Sem sombra de dúvida.
Cheguei em Oruru ontem 3 da manha e parecia aquele desenho do Pica-pau: "Nao ha vagas" Rodei uma dezena de hoteis emvolta da rodoviaria e nada.
Domingo foi pre canaval em Oruro e estava tudo lotado. Acabei fechando pela fortuna de 50 bolivianos (6 dolares, mas para a bolivia e o lugar mais caroque eu ja fiquei) um quarto horroroso com cheiro de cigarro. Juro se a minha garganta nao estivesse doendo tanto eu embarcaria direto para Cochabamba.
Foi o que eu fiz no dia seguinte, ja que de Cochabamba para Santa Crus sao 10 horas de viagem. Tambem com essas estradas, nada me surpreende.
Cheguei em cochabamba e dei um role na cidade. QUando foi no Cristo de La Concordia, uma copia fajuta do cristoredentor, encontrei um gaucho que eu tinha encontrado na ida para Atacama. Ele mandou bem em nao visitar San Piedro. Nao que nao tenha valido a pena, mas e caro, me estressou para voltar a tempo (mas se tudo der certo, estarei em dia. Na verdade estou com um dia a mais de folga). Podia ter visto o carnaval de Oruro. Mas tudo bem.
Estou tirando um tempinho para dar noticias e reclamar que ninguem mais pmandou o endereco. Vou voltar com cartao postal em branco.
Agora imagine. E sabado, e nao tem onibus para voltar (só domingo que vem). Meu voo é quinta feira, meio dia em outro pais.
O que fazer? Nessas horas é que eu me lembro das famosas palavras do "Guia": DON´T PANIC.
Acordei hoje sete da manha, peguei as coisas e fiquei enchendo o saco das agencias de turismo, para ver se me atochavam em um tour que estivesse chegando na laguna verde hoje.
Ninguem me garantiu nada, mas carimbei meu passaporte para sair do Chile. Eta cidadezinha cara so. Gastei em dois dias o que eu gatei a semana inteira na Bolívia (que nao e parametro para nenhuma reta).
De uma maneira ou de outra, fui mancando para a laguna colorada (lembre-se do meu joelho. Estava nojeoto). Congeui um encaixe e ja estou de volta em Uyuni. Chego as 3:00 em Oruro, tentando ir para Santa Cruz o mais rapido possivel. Oruro deve estar uma zona por causa do carnaval que esta chegando e eu nao ouvir musica de carnaval boliviano (eu ouvi vindo no carro, é tenebroso!)
Agora, tipico era o motorista, que deixou a gente sem nada (saiu com o carro por 45 minutos) e dirigia em uma estrada de terra pior do que a Penedo-Mauá (porque tem morro, rio, etc) a 90 por hora. Adrenalina 100% do tempo.
Meu onibus sai às 8:00. sao 10 pras 6. Vou ler e-mails agora.
Cheguei em San Piedro de Atacama, no Chile. Cidadezinha legal, mas cara para burro. Visitei o vale da lua, e sai para fazer snowboard de bicicleta, com um casal de suiços que conheci na viagem.
Na volta, fui querer fazer um filme de eu chegando em San Piedro de bicicleta, e acabei levando um belo estabaco. Estou com os joelhos ralados (o direito está feio), a mao direita e o cotovelo esquerdo. Fora isso, estou pronto pra outra.
O problema de SPdA é que só tem onibus para a Bolivia as quartas e aos domingos. E Hoje esta cheio e quarta tambem. As estradas para o chile estavam bloqueadas e eu estava ilhado.
Os suiços brigaram entre si e eu passei a noite sozinho. O meu hotel era muito legal mas nada mochileiro. Tipo de hotel, calmo, tranquilo, que deveria estar com namorada.
Como nao estou, no dia seguinte encontrei um HI (albergue internacional), para, pelo menos ficar falando bobagem na sla comunal.
Logo no segundo dia os suiços reaareceram e eu acabei jantando com eles.
Sem duvida, foi a viagem mais insolita do mundo. Imagine 9 pessoas (um guia, uma cozinheira, tres suicos, uma bolivana, dois argentinos, e eu) dentro de uma toyota caindo aos pedacos, atravessando o deserto boliviano até o Chile.
O primeiro dia foi para conhecer o Salar de Uyuni, o maior salar do mundo. Salar é, para quem nao conhece, uma lagoa que secou, e sobra uma crosta de sal. O de Uyuni, chega a ter em alguns pontos mais de 90 kilômetros de extensao. Do centro, voce nao consegue ver o fim.
Comecamos por uma cidadezinha proxima, onde o motorista me esqueceu. Sim, abandonado enquanto tirava algumas fotos.
Como eu estou aqui para contar a história eu dei um jeito. No meio do Salar, tem um Hotel todo construido a partir de blocos de sal. O Salar estava com agua devido as ultimas chuvar, o que tornava-o ainda mais bonito por causa do reflexo das montanhas que o cercam.
De la fomos a um cemiterio de trens, onde o nosso carro foi atacado por uma nuvem (?) de moscas. (quem souber qual é o coletivo de mosca me avise)
Passamos o resto da tarde espentando as moscas do carro e visitando umas cidadezinhas no meio do nada. Que pena que eu nao tenha um GPS para mostrar onde é. O Salar pode ser visto no Google Earth como uma grande mancha branda a sudoeste de Sucre. A cidade base, Uyuni, nao aparece no Google.
Durmimos em um "pueblo modelo" chamada Culpina-K. Nao me perguntem porque do K. "Pina" significa "do mundo" que na língua quechua. :-)
Foi um frio danado, mas meu casaco segurou. Ficamos em uma casa jogando baralho e conversa fora numa espécie de Babel boliviana. Ingles, espenhol, portunhol, alemao (lembre-se tres eram suiços).
Acordamos no outro dia e fomos ver mais belezas naturais. Visitamos uma serie de lagos, Fotografamos flamingos, lhamas, vicunhas, alpacas entre outros bichos que nao me lembro o nome. Terminamos o dia dentro de um parque nacional ao sul da Bolívia.
A noite dormimos em um refúgio dentro do parque a 4300 metros de altitude. Uma suiça teve soroche (já tive o meu em Potosi). À noite, foi o ceu mais limpo que eu ja vi na vida. Aí que a gente entende a expressao "infinito como as estrelas no céu". Por outro lado, deve ter feito uns -10 graus.
Acordamos hoje, as 5:00 para ver os Geisers. Estava frio que nem culpina de lhama. Só para voces terem ideia, quando entremos no carro (fechado) o motorista demorou para chegar. Até ele chegar (uns dois minutos) o vapor dagua que embaçou o vidro congelou.
Depois dos geisers, fomos tomar banho em umas piscinas termais. (Banho? Eu e os artgentinos conseguimos agua quente em Culpina-K, o resto eu nao prestei atencao).
De la atravessamos outro deserto, com direito a fotos lindas. Inclusive o deserto de Salvador Dali, como é chamado para quem entendeu a metáfora.
Cheguei 13:00 a San Piedro de Atacama. Estou em um hotel muito legal. Estou me sentindo no México. Meu hotel é todo arrumado como se eu estivesse em Acapulco. Com direito a musica e tudo. Quem mais México do que deserto, espanhol, ruazinhas de barro, tudo junto?
Devo ficar aqui por dois dias e depois volto para Oruro. Apesar de muito simpático e de ter papel higiênico nos banheiros (coisa inexistente na Bolívia), e Chile é bastante caro.
No mais, vamos ver a comida daqui. A Boliviana, por mais cuidado que eu tomasse, já me fez um estrago. Impossível, a culkinária boliviana coloca qualquer quiosque de cachorro quente podrao da Rocinha no chinelo.
Depois eu conto da comida da viagem. Agora tenho que encontrar o casal de suíços com que eu marquei de almoçar.
Depois de 7 horas em um onibusa treme treme xexelento, ca estou eu, em Uyuni, esperando a pickup sair. Uyuni e uma cidade base para visitar o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo.
E estrada Potosi-Uyuni sao 7 horas de estrada de terra em um onibus que nao tem nada. Nem bagageiro. Sua mochila vai em cima do onibus, amarrada so Deus e Pachamama sabem como. A estrada , para servir de comparacao, e um pouco pior do que a Penedo-Maua, com direito a atravessar rio e etc. Ar condicionado? Nem pensar. Tao pouco banheiro. Se vira nos trinta.
Cheguei em Uyuni 2 da manha, e me ofereceram um tour para o Salar. Fiquei de pensar. Sabia que existiam dezenas de agencias, e que o escritorio de informacoes turisticas tinham um ranking.
Acordei e fui la. O ranking e uma base access com As respostas de um questionario que fazem aos turistas que voltam. Olhei as respostas da agencia que me ofereceu, e no quisito carro, ela recebeu 3.7 de 10! Sinistro, nao? Coitado dos holandeses trouxas que fecharam ontem.
Fechei com uma agencia bem recomendada. Espero que nao me realoquem com outra muito ruim. (eles fazem isso)
O tour dura 3 dias, e nao esperem que eu ache internet por la. Portanto vou ficar undisponivel ate dia 18-19, quando chegarei em Atacama, no Chile.
A aventurta comeca! :-)
Acordei hoje bem melhor. Bem, nada mais tradicional do que um soroche, tambem conhecido como mal das alturas. Resumindo em detalhes, parece uma ressaca. Dor de cabeça, moleza, um pouco de febre. Resolvi com um engov e um mate de coca. Ainda nao estou 100%, mas acho que dá para sobreviver.
Como eu terminei meu livro, Freakonomics, e nao estava afim de ler a Biblia (um livro ideal para viagem, pequeno, leve, e absolutamente interminavel), comprei um Harry Potter 6 por 20 bolivianos, ou 2,5 dólares, que daria uma cotacao de uns 5,5 reais. Se a autora estiver recebendo um boliviando de direito autoral eu sou um plantador de coca.
Nao tenho recebido muitos e-mails com endereços e CEP. Na verdade so recebi do Daniell. Depois nao reclamem que eu nao mando postal.
Uma coisa que me chama atençao, e a quantidade de crianças que andam nas ruas. Comparativemante, quase nao se ve adultos. Se o Freakonomics estiver certo, daqui a uns 5 a 10 anos, vai estourar uma onde de violencia mega por aqui.
Falando em estourar e violencia, Potosi é uma cidade ímpar. Aqui, se compra livremente dinamite, nitrato de amonia (aquele que é proibido porque pode-se fazer bomba, que inclusive era o material da bomba que estourou em Londres). A populacao bebe alccol a 96 graus, e masca folha de coca (estimulante). Ainda assim, a cidade e pacifica. Exceto pelas ...
... malditas bolas de agua, que as criancas daqui jogam umas nas outras, e eventualmente em alguns turistas. Ainda nao recebi nenhuma, e seria uma pena ter que matar um pirralho Boliviano. E uma tradicao do carnaval, de encherem bexigas com agua e jogarem nas pessoas nas ruas. Sorte e que eles nao tem boa pontaria.
Falando em dinamite, fiz meu curso rapido de terrorista: aprendi como se monta uma dinamite para maximizar o efeito explosivo. Ja tenho a mochila. Agora so falta me converter para uma ceita islamismo radical. He he he ...
Bem, sobre ontem, acabei descansando no hotel e jantando um macarrao.
Hoje saio para Uyuni, a fim de visitar o ponto principal dessa primeira fase da viagem: o Salar de Uyuni. Como o salar fica no meio do nada, posso ficar sem me comunicar por alguns dias. OK?
Um grande abraco,
Gente, eu estou com a maior dor de cabeça do mundo. Hoje foi um dia foda, mas eu me acabei.
Ontem, saí para tomar uns chopps, e acordei hoje cedo para ir para a mina de Potosi. O tour é foda, com direito até a explodir dinamite. Gente, que terra louca. Os caras podem compara dinamite livremente, bebem alcool etílico 96 gruas, marcam folha de coca (eu nao posso nem pensar em folha de coca que me dá enjoo).
O tour mostrava o funcionamento de uma refinaria do minèrio, e a gente entrou umas 2 horas nas minas. Me senti em Khazad-dum. Os caras ficam dentro de mina, sem comer nem dormir ate 24 horas direto, trabalhando.
É maneiro, porque a gente encontra com os caras trabalhando e ouve o depoimento deles mesmos. Um cara trabalhava a 25 anos sem direito nem a seguro de saúde. É realmente triste ver as condicoes de trabalho dessa gente.
Também é triste ver a minha condicao atual. ENjoado, com uma dor de cabeça do tamanho do mundo. Um pouco de febre. E como uma ressaca. So que ja faz 24 horas que eu bebi e já bebi muita agua. Pena, hoje eu tinha prometido fazer umas caipirinhas.
Amanha, se eu acordar melhor eu vou ate um museu e a Catedral, e depois eu pulo fora para Uyuni. Pelo menos é mais baixo. Estou agora a cerca de 4500 metros de altude.
Adoraria estar mais inspirado para contar melhor sobre o tour, a folha de coca, os ativadores, a dinamite (pena que nao posso levar uma de souvenir :-)), mas realmente nao consigo nem pensar. Mais noticias assim que eu melhorar.
Recebi poucos enderecos para mandar postais. Daniell, Vova, Marina, verinha cade voces¿
O Manso já recebeu.
Tirei o dia de ontem para rodar Sucre. Andei a cidade umas duas vezes. Tem seu charme. Rolaram algumas fotos bem legais. Fui no terminal de onibus, e perdi o ponto, indo parar numa favela. Bem, Deus protege os loucos, igorates e os turistas, nao necessariamente nessa ordem. E deu tudo certo.
O mercado central de Sucre e quase um camelodromo, so que de comida. Exposta aos 4 ventos, carrorro, esbarroes, estedidas o chao, as vezes protegidas (?¿) por um jornal.
Um lugar impagavel em Sucre e La Recoleta. Pea que o museu estava fechado. perdi a arvore de cetenas anos. Mas a vista da cidade vale a pena.
Terminei o dia comendo num italiano com uns colegas de quarto. Estou tetado pegar bem leve. Afinal, ja me basta a altitude. Qualquer subidinha faz arfar.
Queria ter cohecido a noite sucrenha, mas ninguem se empolgou de ir junto. Acabei dormindo cedo, para pegar o tour para Tarabuco.
Boliviaidades, e´um eologismo para coisas curiosas sobre a Bolivia:
* Por exemplo, os onibus aqui estao escrito em japoes. Se bricadera. Acho que eles compram os onibus japoneses velhos, e nem se dao o trabalho de pintar, ou tirar os avisos.
* Folha de coca. Retiro o que eu disse, nao se parece com anis. Eu tinha tomado um cha industrializado de coca, que realmente deveria ter sido batizado com anis. Ontem eu tomei "the real thing". Bem, tem gosto de coca.
* Aqui rola um refrigerante chamado Salvietti, que e´amarelo como mate de coca, mas nao tem gosto de nada, e dexa a ligua dormente como o coca. Quebrei meu jejum de refrigerate e so tommo desse agora.
* Falando em refrgerate, aqui tem refrigerante de frutas estranhas, como papaya.
* Agora, o mais peculiar sao os onibus entre as cidades. O que eu peguei hoje pareceia um asmatico. O motorista acelerava por poucos segundos, e depois tinha que soltar a embreagem, soltando um chiado agudo como se o onibus arfasse. Nao sei se é porque o onibus e velho (mas eu o respeito, o onibus deveria ser ais velho que eu :-)), ou porque tem pouco oxigenio o ar.
* Alias, Potosi ao usa gas natural, porque o oxigeio aqui e muito fraco.
* Falado em onibus, a cada meia hora o onibus para e uma locais etram vededo de tudo "Carque con Choclo", "Minta", "Choclo com queso", "Durasno" entre outras iguarias locais, devidamente servidas em sacos plasticos. Claro que nao comi ainda. Vou deixar a desinteria para o fim da viagem. Estou ainda mantedo o basico de agua sem gas e chocolate.
Hoje fui em uma grande armadilha de turista: Tarabuco. Esse vilarejo, a 60km de Sucre, te uma feira domnical onde as comunidades indigenas se reunem para ... bem ... empurrar artesanato caros para os turistas.
O lugar e' peculiar por si so'. Uma mistura de cheiro de gado com folha de coca. Voltei meio decepcionado, e peguei um onibus para Potosi. Essa cidade, a uns miseros 4700 metros de altutude, e' a cidade mais alta do mundo. Aqui foi um cero de exploracao de prata, onde estima-se que morreram mais de milhoes de escrevos no processo de extracao da prata. Amanha vou conhecer as minas e conto mais. Por hoje, vou catar algum lugar higieico para comer, o que sera ua tarefa dificil, e ficar jogado algum jogo de baralho no albergue.
Quando cheguei o taxista me falou que hoje foi um pre-carnaval dos mieiros. E eu aquela armadilha de turista idiota. Fazer o que¿ Nao posso prever tudo.
No proximo post escrevo sobre onte, o segundo dia de Sucre.
Cheguei no hotel (um parce espelunca, como veráo mais tarde), tomei um banho e fui andar pela cidade. Eram por volta das 13:00, e eu estava morrendo de fome. Só tinha comido sanduíches e barrinhas de cereal desde o dia anterior. Olhei na carteira e tinha uns 5 bolivianos (bolivianos é a moeda local, nao me entendam mal).
Catei um lugar para trocar dólares. Depois de rodar uns bancos, fui no BNB, banco nacional boliviano. O banco é a coisa mais arcaica do mundo. Demoraram 50 minutos para trocarem um traveler check.
Almocei rapidinho na praça central, e consegui pegar o Dino Bus. Dino Bus é um ônibus que leva os turistas para uma pedreira onde ficam umas pegadas de dinossauro fossilizadas. O lugar è sensacional, especialmente porque ele além de tudo, está erodindo. Entao, "chove" terra o tempo todo. ROlou uma série de fotos, que posteriormente serao disponibilizadas.
Votando do tour, andei a esmo pela cidade, quando começou a chover. Parei numa igreja e vi uns tres gringos entrando. 6 bolivianos (2 reais).
A igreja "La Merced" é uma daquelas que lembra a Europa. Toda folheada a ouro, etc e tal. Acabei fazendo amizade com os gringos, porque eles claudicavam no espanhos (enquanto eu só engatinho) e traduzi o que o guia falava para eles.
De lá fomos em uma ex-mosteiro. Igualmente muito bom. Saímos do mosteiro por volta das 8:00, e voltei no albergue para descansar um pouco. Senti um pouco a altitude, com dierito á falta de ar e dor e cabeça.
Combinamos de ir no JoyRide, uma espécie de Shenanigans daqu, guardada as devidas proporçoes. Lugarzinho bom. Mais para a noite até apareceram uns locais, totalmente distintos dos mochileiros, por estarem bem arrumados e terem uma inegável cara de índio. Claro que eram locais ricos, o lugar era "caro". Duas cervejas, um bom prato de carne, um suco de laranja e um mate de coca, deu pouco menos de 20 reais.
Falando em mate de coca, coca parece um anis, mas nao e doce. E fez desaparecer a dor de cabeça. Notei que o hotel aqui nao tem papel higienico. Ainda bem que, como bom mochileiro, levo sempre comigo uma toalha. De papel é claro!
Acordei hoje cedo, tomei cafe e estou aqui, relatando sucintamente as aventuras de ontem. Poderia ir para Potosi com os gringos (mal falei deles, um è de bermuda, uma inglesa e uma kiwi. Tava demorando para aparecer um kiwi. Já encontei um israelita no aeroporto. Só falta um canadense e todos as patrias mochileiras já estariam representadas na Bolívia :-). No entanto, vou ficar mais um dia na cidade para aclimatar (potosi fica a mais de 4000 metros de altitude). E, Sucre é uma cidade muito simpática.
Por fim, ainda estava triste por ter detonado o dinheiro da viagem com a passagem aérea para Sucre. Depois que os caras me contaram como é o ônibus (sem ar, sem banheiro, 16 horas com paradas mo meio do mato para as necessidades + pessoas vendendo coisa o tempo todo), acho que 100 dólares foram bem pagos.
E foi caro porque uma empresa aérea boliviana está de greve. Vi isso no jornal local.
Mais novidades quando tiver novidades.
Nao estranhem esse post. Nos detalhes estarei colocando algumas URLs úteis na viagem para minha futura referência.
Desculpem o incômodo.
Depois de 15 horas de aeroporto finalmente cheguei a Sucre. Meu vôo chegou 2:30, no horário do Rio, 0:30 aqui. O aeroporto estava totalmente fechado. Pelo menos aqui tem um Duty Free para a volta, já que nao terei direito na volta.
Consegui trocar uns dolares na lanchonete (ainda bem que comprei notas de 10, imagina se fosse de 100?), e virei a noite no aeroporto. Na prática muita gente faz isso.
Acordei 5:30 e comprei uma passagem para Sucre. Ñ quero perder tempo. Ruim foi o preco, quase 110 dólares. Pior foi o trajeto, mais três escalas: cochabamba, La Paz e finalmente Sucre. Se eu soubesse faria o percurso ao contrário.
Estou pensando em rodar o paìs no sentido horàrio, Sucre, Potosi, Uyuni, La Paz, Cochabamba e de volta a Santa Cruz. Com tantas horas de espera, eu já li quase todo o livro que eu trouxe para ler (Freakonomics).
Chegando em sucre, peguei um taxi (por mìseros 2,5 dólares) até o centro e fechei numa hospedagem recomendada pelo guia. É daqui que estou escrevendo. Daqui a pouco vou rodar a cidade, mas claumas coisas interessantes já dá para notar.
Uma das coisas mais esquisitas é o pessoal do exército. O cara todo fardado com cara de Índio. Fica meio estranho.
Outra coisa esquisita aqui sao as comidas. Higiene zero. Vi uma mulher tirando umas tortas da mala de um carro, se a menhor protecao.
Fiquei com pena que ñ arrumei um hotel de alberguista, mas em Potosi eu arrumo. Ou, se a cidade for boa, eu descubro onde é.
Vou rodar por aqui. Mando mais notícias em breve.
Ou seria pula-espera-e-pula?
Cheguei em Congonhas sem grandes problemas. Exceto, talvez pelo fato de eu não ter direito a Usar o Duty Free. Fiquei frustrado.
A lógica é a seguinte: já que eu vou fazer escala, eu teria direito a entrar no saguão Internacional (para entrar no Duty Free) somente na "perna" que faz o vôo internacional. Como esse trecho sai e chega em Campo Grande, tenho direito ao Duty Free só lá.
No entandto, ao contrário do adjetivo no nome da cidade, o seu aeroporto internacional não deve ser maior do que, digamos, meu banheiro lá de casa. E olha que o banheiro lá de casa é não cabe nem uma pia. Verei em breve.
Não tão breve assim, já que o vôo Congonhas/CG está atrasado meia hora.
Significa que chegarei, se tudo der certo perto de 1:00 em Santa Cruz. Eu queria aventura, aventura eu terei.
Nessas duas horas e meia que estou aqui a ver navios, ou seriam aeronaves, além de contemplar a monótona arquitetura dos aeroportos (como as estações de trem são mais simpáticas), ler Freakonomics (um livro que tem tanto a ver comigo que eu nem estou gostando muito, tal como dois amigos que tem os mesmos gostos e por isso mesmo não são grandes amigos).
E, para passar o tempo, meia horinha de internet, para satisfazer o ávido gosto de letras do leitor. Que é você.
PS: Achei uma bolsa impermeável para colocar a máquina fotográfica. Útil, para quem já perdeu uma máquina em meia por imergi-la em água contra a sua vontade.
Espero usá-la, apesar de não saber onde.
Quanto aos mails, eu não estou com a minha lista, já que o computador queimou e não confio no Palm Pilot em viagens.
Quem gostar de receber mail, me mande um para eu responder com alguma novidade particular.
Ontem finalmente consegui comprar os dólares. Fui no Itaú, não encontrei o gerente, e acabei resolvendo sozinho. Curiosamente a taxa do Itaú é melhor do que das casas de câmbio. No entanto, eles só trabalham com notas de 100 dólares. Como eu não queria levar um salário mínimo do pais na carteira ( o nosso é US$150), fechei na casa de câmbio, que operva com notas menores.
Vou experimentar também um tal de Visa Travel Money, que é, resumidamente, um cartão de crédito internacional pré-pago. Espero que funcione. Senão terei problemas.
Falando em problemas, o meu monitor queimou hoje de manhã. Isso significa que não conseguirei mandar mail para ningúem. Por favor, mandem seus endereços, com CEP, para o meu e-mail (ranaur arroba ranaur ponto net) para eu mandar os já famosos cartões postais.
No mais, faltam 4:30 para o voo sair e ainda estou num cybercafé perto de casa. Vou mandar uns recados pelo Orkut.
A próxima é fora do país.
"A vida é um livro. Quem não viaja só lê uma página" Foi Santo Agostinho que escreveu isso?
De qualquer forma, mais uma página será lida. Dia 9 eu vou para Sante Cruz de la Sierra. Na verdade chegarei lá dia 10. Às 00:10. Ou não, se eu puder evitar e fugir da última perna do vôo que vai de Campo Grande para Santa Cruz.
Não sei se o Trem da Morte vale a pena. Li que ele é chamado de trem da morte por ser 18 horas de perrengue e paisagem monótona. Me pareceu sofrimento sem sentido (e a passagem era mais barata). Vamos ganhar um dia de viagem. Se alguém discordar, fale agora ou cale-se para sempre.
Além da passagem hoje eu comprei os casacos (com sorte, ou azar, posso pegar até -40 no deserto, tanto Celcius quanto Fahrenheit(quero ver quem entende a referência *), arrumei algumas pendências da vida e fui tomar uma sangria. Amanhã será um longo dia. Com direito até à reunião no trabalho. Ah sim, férias para quê?
* -40 é uma temperatura que é igual tanto em Celcius quanto em Fahrenheit (-40 * 9/5 + 32 = -40)
No almoço, ao pagar a conta no Pier (um restaurante barato lá do centro). Vi escrito num maço de cigarro "Pall Mall" o seguinte: Per Aspera Ad Astra.
Buscando o significado, encontrei que significa, literalmente "para as estrelas, apesar das dificuldades". Um bom slogan para um cigarro. Afinal, ir para o céu depois de morrer de câncer no pulmão não deve ser mole.
Agora voltaremos com a nossa programação normal.
Reflexões sobre o meu cotidiano: "Se a vida te der um limão, faça uma caipirinha. Já viu aguém se divertir com limonada?"
Passa-se praticamente uma semana desde o último post e nada, ou quase nada foi feito de concreto para planejar a viagem. Periculum in mora (Toda demora é perigosa). Problemas no trabalho, noites mal dormidas, correrias do dia a dia. Quanto mais passa o tempo, menos vontade tenho de viajar.
No primeiro dia de férias começo a ler o guia. Primeiro descubro, que ao contrário do que eu pensava (ignorante que sou), Corumbá é mais perto de Campo Grande do que de Cuiabá, a não ser que eu queira cruzar o pantanal matogrossense a pé, pois nessa época do ano carro não passa. Faltei a essa aula de geografia.
Falava mal também do trem da morte. O nome "da morte" não vem do perigo nem da emoção de viajar, e sim de você querer morrer após uma interminavel e monótona viagem pelas planícies da bolívia num tem lento, quente e fedorento. Coisa essa que me fez pensar em ir de avião direto para La Paz. Aproveito e compro um cartão extra de memória para a máquina.
O lado bom é que eu comecei a me empolgar em visitar o lago de sal. Não é a melhor época do ano, mas ainda sim espero que dê para ver alguma coisa. Se não der, vou passar pouco tempo por lá e descer para o Atacama no Chile ou subir para o Titicaca no Peru.
Não sei. O tempo dirá. Não quero planejar muito. Para onde vou? Terra liga com terra. Todos os caminhos são próximos. Tudo é uma questão de vontade e paciência. Terra é tudo igual. O que muda é o povo.