Acabei de voltar (depois de tirar um cochilo) da primeira etapa de trekking desse ano. Pegamos o décimo primeiro lugar. Foi uma prova boa, me diverti à beça. Estou meio quebrado por ter tido que dormir no chão da barraca, mas eu vou sobreviver. Ai minhas costas ...
O que fazer, minha querida?
Se fugimos, somos covardes.
Se enfrentamos, sofremos.
Porque nos entregar não é uma escolha?
Medo? Ego?
Todo amor é vão.
Vão, vão, vão.
Vão como miolo de pão.
Mas é macio
e é o que de mais nobre temos até então.
Sou um amante à moda antiga. Daqueles que não fazem mais. Tal como caixa de fósforo de madeira, ou caixa de galalite. Número de série ZZZ-9998. Não tem muitos outros mais. Daqueles que eram ainda sensíveis às maldades do coração. Não sou daqueles de chorar, meus olhos são secos, mas de se magoar. Sim, meu coração se magoa e sofre. Ninguém é perfeito. Sou daqueles que fica triste quando ouve um "I'm sorry" no fim da noite (pois a noite, para mim, terminou no sorry, não importa o que restou dela). Impaciente? Sim. A paixão é impaciente. O amor não. Mas meu amor é impaciente. Impaciente de tanto gostar, de tanto amar sem ser correspondido. De se sentir rejeitado, desolado, só. Não estou sozinho, mas mesmo assim me sinto só. Só queria gostar de alguém que me quisesse, e não tenho esse alguém. E é por isso que eu sofro, no triste silêncio que corrói dentro de mim.
Não pensem que eu estou tão triste. Mas nada como pegar jacaré numa pequena fossa para despertar algum lirismo de carona.
Sei que é o tipo da coisa que não vou querer ler amanhã, pois provavelmente soará piegas, talvez eu delete. Mas por hora, vai ficar aqui.
Sabe aquela música do Latino que está dando nos nervos? "Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bundalelê" (ênfase no sentido poético da palavra bundalelê). Por incrível que pareça ela é um plágio de uma música romena chamada "Dragostea din tei", que significa "Amor das árvores de linho" (também não entendi porque árvores de linho).
Quer ver a letra? Vai lá. Duvida que seja igual? Baixe no emule. É mole.
Tem uma mendiga aqui no botafogo, que me lembra a Lola, do filme Lola corra lola. Não pela aparência. Pela aparência ela parece mais a Mad Hettie, com algumas doses de melanina a mais.
Porque ela me lembra a Lola, pergunta você. Porque ela anda a esmo no meio da rua. Arnaldo Quintela. Rua da passagem. Bem no meio. Ela e seu carrinho de feira, provavelmente com todos os bens de possui. Ela andando, no meio da rua, como a Lola, só que bêbada e vacilante como espuma de café quente.
Não core, como no filme. Anda a esmo. Para, volta. Vê o carro desviando. Ontem, quase atropelei ela numa rua escura perpendicular à General Polidoro. Ainda bem que o freio não falhou. Foi a segunda vez. Minha. Dela, deve ter sido a milionásima. Um dia alguém acerta, infelizmente.
Mas não dá para ter raiva dela. Afinal, é só uma mendiga de rua andando no solo que é tão seu como nosso. Deus a proteja.
Meu projeto de Carnaval furou. Ou seja, estou partindo para um plano B. Sugestões?
Como eu já perdi dinheiro nesse ano. Celular, PIBB, e agora o carro. Além de ter batido com o dito cujo (1000 de lanternagem, mas vou catar mais barato), fui fazer uma revisão e a concesionária que me cobrar 2000 para trocar umas peças esquisitas. Logo no mês de IPTU e IPVA.
Fazer o que? Dinheiro é uma onde que vem e vai. E se esvai.
É um projeto antigo que eu tenho. Ele se resume no seguinte: viajar dois dia e uma noite gastando 100 reais. Sö. É a única regra. Pra onde? Não importa. Serra ou praia? Não importa. De ônibus, carro, barco, avião? Nem quero saber. Sozinho ou em grupo? A única característica imutável é que você só vai gastar 100 reais, e vai passar dois dias e uma noite fora da sua cidade natal. Se você vai dormir num banco de praça, fazer comida, pegar carona, dormir na casa de um amigo, arrumar um conchavo num avião militar, não importa. 100 reais, dois dias, uma noite.
Alguém se aventura? Mochila nas costas e cartas para aquele que vocs escreve.
Aonde vocês arrumam tempo para ver TV? Eu moro a 15 minutos do trabalho, trabalho 8 horas por dia, durmo 5 horas, quando durmo muito, e mal tenho tempo para ver TV. Sábado? Nem isso. Amanhã eu vou acordar tarde. Isso eu tenho certeza, pois eu vou sair. Aproveitar o hoje e deixar o amanhã pra depois. Acordando, vou malhar. Até aí umas 4 da tarde. De lá, praia. Da praia, umas 7, me arrumo pra ir na Majórica. De lá, a noite é uma criança. Não tenho nem 5 minutos pra TV!
Dia de semana é pior. Terça feira que vem? Espero ir num boliche. E o paredão? Vou saber pela fofoca do trabalho na quarta.
E assim vai.
Agora, estou vendo o pôr do sol. Não é um pôr do sol qualquer, é um daqueles em que Deus acordou de bom humor e ainda teve um dia bom. Caprichou para valer. O céu, azul claro e dourado (ou seria laranja?), listrado como um tecido celestial. E a lua, sarcástica corta o céu como uma foice sorridente. Espetáculo de poucos minutos até o sol morrer na escuridão.
É de prender a respiração. Inspiração e beleza. É disso que precisamos. Eu, você, o país, o mundo. Inspiração e beleza. E lindos pôr do sol também.
De que adianta
entregar o seu coração
numa bandeja de prata,
se a dama deixa ele cair no chão?
Mas. se assim não fosse,
existiria outra forma,
de se viver uma paixão?
Se pudesse trocar desejo de ano novo eu trocaria o meu. E olha é é dia 9 ainda. Eu queria me apaixonar de novo.
Mas, infelizmente, se apaixonar é desejo, é querer. E não podemos querer nos apaixonar porque não podemos querer querer. O desejo não pode desejar, simplesmente tem que acontecer. Esse é que é o problema.
Oi C. Quanto tempo. Que fazer por aqui, por essas bandas, minha cidade? Continua procurando residência? Você não mudou nada (e eu, mudei?), Se eu fosse você, saía por aí salvando vidas. Você pode, eu não. Sabe, sei lá, entra pra cruz vermelha e vai ajudar as vítimas no Sumatra. Quer trocar? Eu vou pra lá, de branco e cruz vermelha no braço e você fica aqui, no banco. Não que eu esteja reclamando da minha vida, pelo contrário. Lá é muito bom. O pessoal é legal, até mesmo o stress do dia a dia é, na medida do possível, divertido. Lá você ganha uma gratificação semestral, um salário, que podia ser maior, mas paga as contas.
Mas, sei lá, não temos muitas histórias para contar. Ou as histórias que temos são as de sempre. Temos algumas, nos divertimos, mas a maioria as pessoas normais não entenderiam. Como por exemplo, como decidimos dividir o IOF proporcionalmente ao rendimento das bases no corte agora de dezembro de 2004. Preferia contar para o meu neto: Eu estava no Sumatra, salvando as vítimas do tsunami quando eu vi um rato na rua. Sabe? Um rato! Como ele sobreviveu? Eu vi um rato, um rato roendo um pacote de biscoite.
- Ih! O vovô pirou, pirou.
Não gosto de ler textos sem parágrafos. Perdoe-me leitor, mas certos desabafos fluem melhor sem pausas, sem soluços.
Esse seria um post bobo se eu não estivesse escrevendo ele do Palm. É isso aí, finalmente consegui colocar um browser web no palm, ligado no celular. Agora só falta o ICQ ...
A propósito, EU NÃO SOU NERD! He he he
Eu tenho uma teoria maluca de que quando estamos falando mal de uma pessoa, estamos falando mal de nós mesmo. Sabe aquela hora que você está sozinho na sala, falando com seus botões e pensa: poxa, fulaninho é metido pra caramba, um tremendo inconveniente; Sicraninho gosta sempre de ser o centro das atenções, vive querendo que a terra gire ao redor dela; Beltraninho é todo largado, como ele se dá bem?
Sei lá, talvez por alguma ironia psicológica, seja o reflexo de como nós nos vemos, ou queremos nos ver. Talvez, achando fulano inconveniente, você acaba se tornando também inconveniente. Sicrano quer ser o centro das atenções, e você, não? Então porque reclama? Beltrano é mulambo? Já olhou pro pé pavão?
Raramente esse tipo de discurso ocorre quando falamos com outras pessoas. Em público, tomamos um pouco mais de cuidado ao nos expor. Mas sozinho, ou a dois, dado que um é mais conhecido, acabamos nos abrindo através dos erros das outras pessoas.
Não sei, devo estar falando abobrinha. Afinal, é só mais uma teoria maluca.
Como diz o batidérrimo ditado, há males que vem pra bem. E a experiência não é o que aconteceu contigo, mas o que você aprende com o destino.
Depois do acidente, comprei um celular novo e estou perdendo horas catando músicas para ele: já encontrei Twisted Nerves, aquela música do assovio que toca no Kill Bill 1, Indiana Jones, e a música do Super Mario 2. Tem muita música que não funciona.
Agora, o que eu quero fazer é ligar o Palm com o celular, ainda vou descobrir para que. :-)
Como diria o Double: "Eu não sou Nerd, porra!" :-)
Depois de um fim de semana divertido, mas não tão divertido assim, recebi uma pérola que mistura palavrão, nostalgia e ... Jaspion. Curioso? então vai lá e vê. Mas tem que ser com som. Sem som não tem graça.
Aumenta o som DJ!
Apesar da festa ter sido ótima, já comecei o ano no prejuízo. Me derrubaram no mar e molhei o celular e a máquina fotográfica. Não tenho como não estar um pouco puto da vida, mas tudo bem. Vai que isso é um sinal ...
E você? Como foi de fim de ano?