dezembro 27, 2004

Feliz 2005

2004 foi um ano, no mínimo, peculiar. Gostei muito dele, por sinal. Mas devo dizer que ele teve um grave defeito. Talvez esse tenha sido o ano que eu mais me afastei dos meus amigos. Talvez seja por isso que esse seja o ano mais difícil de escrever uma mensagem de natal.

Tudo bem, que eu tinha meus motivos, e sei que amigos estão sempre ao seu lado, não importa onde você esteja. E saibam também que eu nunca esqueço os amigos. Posso estar passando na rua, ver algum detalhe da vida e me lembrar de alguém. Dificilmente seria impertinente, ou corajoso, suficiente para ligar para a pessoa e dizer que lembrei dela. Mas mesmo assim lembrei, num gesto silencioso de devoção.

Como ano novo é época de promessas, a desse ano vai ser rever mais as amizades existentes. Sei lá, conversar mais, marcar mais chopps, escrever mais no blog, falar mais bobagem. Viver a vida um pouco mais como ela poderia ser e menos como ela deveria ser, ou seria o contrário?

Dessa vez, não vou te desejar muitas coisas, nem nada muito geral, como é costume nessa época. Dessa vez vou ver se concentro tudo numa pequena coisa. A vida é feita de pequenas coisas não é?

O que meu deu essa idéia foi um pequeno trecho de G. K. Chesteron que li a pouco e que dizia o seguinte: "Contos de fadas são a pura verdade: não porque contam que dragões existem, mas porque nos contam que eles podem ser vencidos"

Então, dessa vez eu te desejo para 2005, que alguma coisa que você algum aspecto que você não goste em sua vida vá embora. E que você seja mais feliz consigo mesmo. Algo que estava te segurando, te solte e deixe você ser mais você. Que deixe você livre para alcançar os seus desejos, ou que eles te alcancem, tanto faz.

E, é claro, desejo também continuar seu amigo para poder te desejar algo ainda melhor no ano que vem.

Demorou, mas saiu, finalmente o meu cartão de natal. Como eu disse, muy sinceramente, nesse ano me faltou inspiração. Foi um ano diferente, e deveria terminar diferente.

Quanto à citação, não foi de um livro do Chesteron, mas sim um livro do Gaiman que citava o dito cujo. Aliás um bom livro do G. K. Chesteron, será sempre muito bem vindo como presente para mim. Vale e-book.

Posted by Ranaur at 10:24 PM | Comments (2)

dezembro 25, 2004

Medalha, medalha, medalha

Tudo bem que ainda não sabemos de onde viemos, para onde vamos e qual é o sentido da vida, mas hoje eu encontrei uma resposta importante para o conhecimento da humanidade.

Quem é o campeão da corrida maluca?

O vencedor é: Quadrilha da morte

Segue abaixo o quadro de medalhas dos 34 episódios:

Carro Competidor Medalhas
    Ouro Prata Bronze
7 Quadrilha da morte 4 5 2
5 Penélope Charmosa 4 2 5
9 Peter Perfeito 4 2 2
8 Carroça a vapor do Tio Tomás 4 1 4
1 Irmãos Rocha 3 8 3
10 Serromóvel, de Rufus Lenhador 3 6 4
4 Barão vermelho 3 4 3
2 Cupê mal-assombrado 3 3 6
3 Truque-car, do professor aéreo 3 2 5
6 Carro tanque do sargento bombada 3 1 0
00 Máquina do Mal, de Dick Vigarista e Rabugento 0 0 0

Não é à toa que eu sempre desconfiava que o Professor Maluco não era um competidor muito bom.

Lendo o almanaque dos anos 80, encontrei, para meu puro deleite, a lista de todos os participantes da corrida maulca (até aí, tranqüilo) com o número de vitórias em primeiro, segundo e terceiro lugares. Claro, que eu fiz um ranking, para saber quem é realmente o campeão da corrida maluca.

Posted by Ranaur at 07:48 PM | Comments (0)

Desejos

Aquele que deseja que todos os seus sonhos se realizem parte do princípio que você não tem pesadelos.

Posted by Ranaur at 03:23 PM | Comments (1)

80 nota 100

Ganhei de natal um livro chamado "Almanaque Anos 80". Como o nome diz, ele faz um apanhado enciclopédico das coisas que existiam na década de 80, desde bala boneco, até ZYB bom, passando por Odyssei e Michael Jackson negro e planos econômicos mirabolantes. Foi sem dúvida uma década assustadora.

O que eu acho curioso é que a década de 90 não foi tão fértil quanto a de 80. Não sei se foi a minha idade, ou talvez pela década de 90 ser ainda muito recente (vai que em 2015 lançam o almanaque dos anos 90), ou o rame-rame econômico que imperou com a era FHC e nor incentivou a importar tudo a um dólar baixo, mas a década de 90 não teve tanto brilho em relação à música, produtos de consumo, cinema, etc. Talvez a exceção seja esportes, que 90 foi razoavelmente bom (exceto pera o futebol carioca). Queria perguntar para alguém que nasceu no final da década de 80 para saber se 90, aos olhos dessa pessoa foi tão interessante quando a 80 para mim. Me parece que 90 viveu na sombra criada pelos "oitenteses".

De qualquer forma se você pessoa que nasceu até 1979 e vive até hoje merece, pelo menos, dar uma olhada no livro. Saudosismo garantido.

Posted by Ranaur at 03:03 PM | Comments (0)

Amigos presentes

É natal, época de rever os amigos, a família e todas as pessoas que nós amamos. Mas também é época de presentes. E é deles que eu estou falando: dos amigos presentes. Não me entendam mal. Estou falando dos presentes, e não dos amigos que não estão ausentes.

Peraí. Vamos começar de novo porque eu me enrolei.

É natal, época de rever os amigos, a família e todos que amamos. E época de lembrar dos amigos que estão conosco e daqueles amigos que se afastaram pelo caminhos da vida. É dos amigos presentes que eu quero falar. Ei! Peraí, eu ia falar de presentes, ou de amigos?

Me confundi novamente.

Bem, desejo então um feliz natal aos meus amigos. Vocês, ausentes ou não, são os melhores presentes que eu poderia ganhar nesse natal!

Um grande abraço do seu amigo que vos escreve.

Eu ia escrever sobre o amor, mas quando reli achei que ficou piegas demais. Então comecei do zero e deu nisso aí. E eu ia falar sobre presentes (mateirais mesmo). Eles ficam para um próximo post.

Posted by Ranaur at 02:49 PM | Comments (0)

dezembro 19, 2004

Sabedoria chinesa

Como diria o sábio chinês: tái-pin fân / fát sâng

=Shit Happens

Posted by Ranaur at 05:55 PM | Comments (0)

De que é feito o amor

De que é feito o amor?
De paixão, de desejo, de ardor?
De carinho, compaixão, admiração?
Ou de simples coinicidência?
(que ocorre quando tem que ocorrer, e nada podemos fazer)

É possível amar à segunda vista?
Ou não existe segunda chance para os apaixonados?

Eu preciso muito saber,
Pois meu coração é feito dele,
E sem ele,
Ele parece deixar de bater.

Posted by Ranaur at 09:11 AM | Comments (1)

dezembro 16, 2004

Podridão

A L. M.

É, meu amigo, elas são podres.
Podres, podres, podres.
Podres fúteis e interesseiras.
Mas, no fim, é tudo que temos.
Não por falta de opção,
isso jamais,
mas por nós mesmos,
nossa condição.

Pois no fim, só temos à elas
e elas a nós.
Somos parte delas
e elas, para nós, são tudo que importa.

Talvez, se elas fossem um pouquinho menos,
ou um pouquinho mais, seriam perfeitas.
(mas quem sabe, se nós
também fossemos um pouquinho mais
seríamos bem melhor)

Mas o perfeito não existe,
E temos só aquilo que é.
Então, que jeito,
dexemos que elas sejam do jeito delas,
sem mais nem menos,
e amemos elas desse jeito,
sem mais nem menos.
Sem fantasias, suspiros e sonhos.
Amemos o real, e vivamos o real.
Pois o imaginário é bom,
mas não é completo.

Vá à luta, amigo, pois o imperfeito é algo,
e algo é melhor do que nada.
Pior eu, que só tenho a pena.

Posted by Ranaur at 03:54 AM | Comments (2)

dezembro 15, 2004

Miranda

Não estou falando da Carmem, e sim de um programinha que, ao mesmo tempo, se conecta na rede do ICQ, MSN, AIM, IRC e Jabber. Tirando as duas últimas, estou agora em todas elas. No mínimo, interesasnte. Vale a pena verificar.

DIgite Miranda no google que você acha.

Posted by Ranaur at 12:02 AM | Comments (1)

dezembro 13, 2004

Êta

Poeta, poeta, poeta,
É a melhor maneira
De conseguir algo que rima.

Em homenagem.

Posted by Ranaur at 10:57 AM | Comments (1)

dezembro 12, 2004

Nightlife

Nightlife, isn't my life
Hoever, it's a wife, it's a wife.

Posted by Ranaur at 03:45 AM | Comments (2)

dezembro 11, 2004

Bem

Façam o bem,
sem olhar a quem.
E antes que pensem,
serão alguém.

Posted by Ranaur at 11:13 PM | Comments (1)

dezembro 07, 2004

Eu sou um gato!

Eu sempre soube que eu era um gato, mas não pensava que eu era igual ao Antonio Banderas. Se duvidam, vejam essa foto.

Hahahah ...

Meus sinceros agredecimentos à fotógrafa que conseguiu me pagar desprevinido fazendo essa cara. Para a minha defesa, eu tinha acabado de sair de uma prova de trekking e estava acabado. Mas que ficou muito engraçado ficou!

Posted by Ranaur at 11:22 PM | Comments (1)

dezembro 05, 2004

Será?

O amor é eternamente o curto espaço entre duas solidões.

Acho que tenho que voltar a escrever. Tenho acordado pensando sozinho em coisas e mundos que acabam se fechando em conclusões como essa.

Talvez seja o coração sofrendo, talvez seja ele querendo bater. Quem sabe?

Posted by Ranaur at 08:44 PM | Comments (1)