dezembro 29, 2003

Enquete Natalino

O que você acha pior? Receber um e-mail simplesmente com um insossom "Feliz natal e próspero ano novo", ou receber um mail "bonitinho" forward do forward do forward?

Eu prefiro receber algo genuíno, mas não original, do que uma cópia de algo que não me diz respeito. E você?

Posted by Ranaur at 01:51 PM | Comments (1)

dezembro 24, 2003

Natal


Eu nunca entendi ao certo o natal. Costumo pensar mais no ano novo. Pensar no que passou, no que aprendi, com quem eu passei, no que eu desejo, e no que eu desejo para os outros. Ano novo me lembra tempo, passado presente, futuro. Saudades, lembranças, sonhos. Sempre parei para pensar nas pessoas que, de certa forma, fazem parte do que eu sou.

Nunca consegui pensar nada sobre o Natal. Nesse ano foi diferente. Foi um longo ano. A quantidade de coisas que acontereram, os desejos que foram realizados, as pessoas que conheci, coisas que eu vivi, situações trágicas, cômicas, emocionantes, aventureiras, românticas ... fizeram desse ano, um ano mais que especial. 2003 estará com certeza marcado para sempre em mim. E você fez parte dele ...

Mas é Natal. Não é época de pensar. É época de sentir. De abrir o coração, e de falar abertamente (porque no natal a gente fala abertamente para quem a gente ama). É época de amar. É época de vencer as barreiras, se expor para quem realmente importa para nós.

Por isso é que eu estou desejando a você, nesse ano mais do que nunca, um excelente natal e um maravilhoso ano novo!

(Agora, porque não abrir também seu coração e deixar um comentário no blog?)

Posted by Ranaur at 07:23 PM | Comments (1)

dezembro 22, 2003

Simplemente amor

Se querem um comentário: eu chorei no filme. E olha que eu não chorava num filme desde Forrest Gump. Mas não é um filme triste. Pelo contrário. É muito bom. Vale vê-lo de mão dada com a namorada, coca-cola, pipoca e tudo mais. Os beijos serão inevitáveis.

Posted by Ranaur at 10:44 PM | Comments (1)

dezembro 16, 2003

Portugália

Pra quem gosta de um boteco onde não se gasta mais de 15 reais numa noite, é vazio e bom, o novo Portugália é uma opção.

A um tempo atrás era uma pocilga fedorenta no largo do machado. Mas Eles reformaram, e está com a maior cara de Belmonte (até a disposição do bancão e das mesas). Exceto pelo fato de não estar entupido de gente o tempo todo.

Bom, bonito e barato. E a sangria é a melhor que eu conheço, até agora.

Na falta de um Paddy's ...

Posted by Ranaur at 12:47 PM | Comments (0)

dezembro 14, 2003

Passado 21:56 13/12/2003

O passado tem um gosto estranho. Um cheiro estranho. Cheiro de um plástico empoeirado, daqueles que não se faz mais. Não se faz mais um passado daqueles. Não se faz nada mais daquilo. Mas, o que eu gardo comigo?

As peças de eletrônica que eu herdei roubadas de meu pai. Resistores, capacitores, indutores. Um mar de coisinhas. A minha memória se lembra de como eu guardava, arrumava, ordenava, classificava. Para que? Para se eu precisasse um dia? Se eu precisar, eu vou na República do Líbano e compro. Ou não? Se eu precisar eu nem sei se estará ainda funcionando. ALgumas coisas tem sua estimação. Existem projetos montados. Talvez até funcione, se eu colocar bateria, ou encaixar na tomada. Fontes, Leds, dados. Um mundinho de coisas. E o adaptador de blue beep? O adaptador de joystick de TRS-80 para PC que eu nunca fiz? Todas as coisas que eu guardo com tanto zelo para quando eu tiver um tempo um dia.

QUando virá esse dia? QUando eu precisar eu vou ter essas coisas? Vou saber onde está? OU vou sair para comprar, o que é muito mais simples? De que me terá servido guardar tudo isso?

EU lerei todos aqueles diskettes algum dia? O que eu fiz neles, me representa algo? Me representa o que? O momento que eu passei fazendo eles, escrevendo o que eles contém é um momento que contruiu uma parte de mim, mas e agora? Seria desrespeito ãquele momento eu jogar fora, dar para alguém que precise? QUem precisa das minhas lembranças além de eu mesmo? Não é afinal, tudo que eu tenho?

Jogar fora o passado é envelhecer, amadurecer, aceitar que aqulo é passado e que existe um futuro à frente que é muito mais promissor, pois existem coisas mais interessantes que isso. O passado construiu o que eu sei, o que eu sou e só.Mais nada preciso deles. Essas coisas, elos perdidos no nada, ocupando meu espaço-tempo.

QUal é o prazer que elas me trazem? Qual é a felicidade que elas me causam? A nostalgia? Rever os bons(?) momentos que eu passei a volta deles? O passado volta para o presente? Quando voltamos ao passado, ele vem sempre reinterpretado. Tire uma foto e jogue o resto fora. Fotos não ocupam espaço.

De que serve a nostalgia se ela não pode ser compartilhada. E quem entenderia minha letra, escrita em frascos de remédio cheios de baratas eletrônicas. E o que significa aquilo tudo. Armários de caixas de fósforo, cada um com sua etiqueta, dizendo o que tem. Tem?

Porque guardá-las? QUal o significado oculdo delas. Porque algumas coisas se foram e outras ficaram? Tinta seca, ferro enferrujado. Lembranças de um passado distante que não tem mais função. Mas ele no presente tem sua função. Será que eu me liberto jogando tudo fora? Será que eu me liberto?

Me arrependo do tempo que passei na frente dessas coisas. Desperdicei tempo que poderia ... poderia ... ter feito o que? Tudo que eu queria? E o que eu queria era, naquele momento estar com aquelas coisas. Hoje eu quero que eu estivesse fazendo outras coisas quaisquer, e cá estou escrevendo sobre elas, gastando o presente pelo passado. Elas cobrando seu imposto.

Onde guardar tantas lembranças? Para que me serve guardar lembranças que não fazem sentido a mais ninguém? Deixar com minha mãe. Lembrança com lembrança? Ocupando espaço para um futuro inevitável.

Olhe o futuro Gustavo! Pois o futuro é tudo o que importa.

Posted by Ranaur at 11:38 PM | Comments (0)

dezembro 13, 2003

Escova macia

Pararemos a nossa narrativa épica para uma palavra do nosso patrocinador.

Porque (diabos) não se vende escova de dente portátil que não seja macia? Todas as que eu vi até hoje são macia. Escova macia é horrível. Não limpa direito os dentes. A meses que eu procuro uma escova média para eu levar na minha mochila. Não existe.

Até aquelas escovinhas que a Varig dá nos vôos são molengas. Mas lá tudo bem, eu entendo. A empresa tem que pecar pelo excesso de zelo. É melhor que os clientes que tem gengiva saudável escovem os dentes uma vez com uma escova mole, do que um eventual cliente sangrar a boca e abrir um processo milionário contra a companhia. Também, seria caro compra dos três tipos, e ridículo ter que treinar as aeromoças para perguntar: "mole, médio ou duro?" (sem contar no constrangimento, das piadinhas que os engraçadinhos fariam delas).

O lado ruim é que aquelas escovas nunca duram a viagem inteira. Depois da segunda escovada elas etão tão destruídas que não servem nem para passar graxa em emenda de sapato.

Mas qual é o problema de fazer uma escova portátil de dureza média e vender nos supermercados? Existe alguma lei? Algum padrão bizarro de consumo? Gnomos que roubam as escovas portáteis, pois são menores e mais adequadas para as pequenas mãos deles?

Ei! Aqui está um cliente com uma necesidade não atendida! Alguma empresa que faça escovas de dentes quer fazer o favor de atender esse nicho de mercado por favor!!!

Posted by Ranaur at 06:15 PM | Comments (1)

dezembro 09, 2003

O Autonauta ou a Odisséia de Ranaur

Zeus se reui-se com os seus no Olimpo e disse.

- Hoje, esse carro vai dar dor de cabeça. Raios! Raios triplos! Raios múltiplos!

Então, o nosso herói começou a sentir a ira dos deuses. Pela manhã, seu carro não partir. Ele ficava tentando dezenas de vezes até o motor finalmente pegar.

frente a essa tragégia, ele só tinha uma maneira de resolver o seu problema. Levar o carro enfermo a Delfos, para consultar o oráculo, ou levar numa concessionária Renault. Como Delfos ficava longe, e a concessionária era pertinho e ele escolheu pela segunda opção. Se não tivesse escolha ele seria obrigado a sacrificá-lo para os Deuses, e com o dinheiro comprar um zero.

Levou, e ficou sabendo, através de um diagnóstico ridículo feito por um computador, que faltava um artefato importante chamado Sensor de P.M.S. sem esse sagrado utensílio, o seu veículo estaria fadado eternamente ao sono lento e a partidas vagarosas. Para isso, o nosso heróis deveria encontrar um desses artefatos.

- Quanto custa?
- 90 reais
- E a mão de obra?
- Para você, mais noventa;

Diante desse temeroso dilema, o nosso herói decide prontamente a realizar o auto-sacrifício, e só faz uma última pergunta à esfíngie:

- Aceita cartão de crédito?

Mas Zeus é um Deus caprichoso. E bolou mais uma das suas artimanhas.

- Desculpe senhor, não temos a peça. Você pode voltar na segunda?

Semanas se passaram e nada de nosso autonauta conseguir um tempo para is à concessionária. Ele pensou seriamente em Delfos, mas temeu do caro morrer no caminho.

Tentou num oráculo menor, que cobrou ainda mais caro e também não tinha a peça.

Outro sábado, ele foi novamente à Concessionária, mas a mesma estava fechada para balanço. A maré jogava e balançava muito o navio, e os argonautas temeram nunca mai ver terra firm ... peraí ... me confundi.

Ele vai na segunda e deixa o carro. Terça liga o recepcionista do "templo", pedindo mais e mais oferendas, desde limpar o ar condicionado até um balancamento completo.

Temeroso com a ira dos Deuses, o heroi provê quase todas as oferendas (exceto a limpeza do ar). O lider do templo diz que o carro estaria pronto na quarta ... (continua)

Posted by Ranaur at 12:16 AM | Comments (0)

dezembro 07, 2003

Passado a limpo

Hoje eu tive a coragem de tentar arrumar o meu armário. Tentar, porque são tantas coisas que aparecem que o entusiasmo vira curiosidade e a gente acaba perdendo a noção do tempo e se divertindo com o pouco que tem.

Abri, num gesto de bravura, uma caixa onde estava escrito "Lembranças". Sem dúvida, lá estavam coisas desde 1994 até, aproximadamente a minha formatura. Tinha de tudo: foto da galera se reunindo na casa do Sieira, gente que a gente nunca viu mais: Penetra e Milena. A última viagem à Disney, com a família. Basebol aquático, o ''unico esporte do munso onde jogam somente 3 pessoas. Piruetas com bolas de bilhar feitas pelo Double. Subida à Pedra da gávea com o pessoal do Lab-di. Aula de teatro com o Pedro Paulo Rangel. Ida a matutu, a única. Festa de aniversário, de não sei quantos anos do Heinz. Eu, bebendo coca-cola (isso é antigo, gente!) Galera toda no meu quarto jogando Duke Nuken. Foto histórica do troféu coleira. Nix tocando no mistura fina. A foto de quando meu quarto desabou numa chuva (eu estava fazendo trabalho do Gattass com o Sieira quando o telhado do meu quarto não aguentou e vazou de chuva. Ida a Extrema, com a foto de Pindamonhangaba. A Phoenix de cabelo curto (com a amiga dela, Renata, bem que eu sabia que eu conhecia ela de algum lugar). Churrasco na casa de veraneio da Gi. IRChurrasco em Araras na casa do Tolipan. Baixo Itaipava. Arco-íris em Piracaia. Reunião do círculo branco em Sampa. A FOTO DA SANTA CEIA! A original!!!! Oma quantidade estranhamente grande de fotos de gente que eu não conheço. A foto do diagrama de entidades do sistema que a gente ia fazer na ValueClick. Minha agenda do terceiro ano. Os bilhetes da primeira namorada. E olha que eu achava que eu tinha terminado com ela antes de 94. A memória prega peças. As peças da Cal. A turma. Não achei nenhuma carta daquela época (maldito desperdício de poemas). As dezenas de origamis que eu fazia (isso eu ainda faço). O origami da Re. (duvido que ela se lembre, mas ela não mudou nada). A tela de abertura do windows 3.1 impressa. Show do Gilberto Gil. Boletim da escola. Milhões de idéias de RPG (quanta energia eu gastava com RPG!) A foto da primeira festa a fantasia que eu fui de gnomo. Gabi, Ju, Heinz & Co. Época que boite era Doctor Smith, coincidentemente do lado da minha casa hoje. Bem, hoje tem o Bukowsky para me consolar (mesmo que eu não tenha ido mais lá). A xérox do canhoto do pedido da minha identidade. Caramba quanta coisa bizarra. E eu me lembro do dia em que fiz a identidade (também estranhamente perto de onde eu moro hoje).

Sabe ... olho para trás e vejo que foram longos 10 anos. Muita coisa foi feita. E pouca coisa me arrependo.

Posted by Ranaur at 10:36 PM | Comments (0)