Estava eu, Reptile e a namorada conversando:
- O francês é muito porco. Eles colocam o pão debaixo do sovaco, e o cachorrinho debaixo do outro sovaco. E às vezes trocam de sovaco.
- Quando eu estive em Paris eu fiz questão de não comer pão.
Reptile, também conhecido como o Rei dos trocadilhos arrematou com toda sabedoria:
- Não é à toa que Maria Antonieta disse: "não comam pão, comam brioches."
E então temos mais um capítulo da "Maravilhosa Cozinha de Ranaur", a única culinária onde se perde menos tempo para fazer a comida do que para comer.
Tagliatelle al pigro scelgono *
1 pacote de macarrão Nissin Miojo
1/2 lata de molho de macarrão Heinz
Faça o miojo como manda a embalagem. Ferva a água, jogue o macarrão e vá conversar no ICQ. Quando o macarrão estiver gosmento, escorra a água. Coloque a meia lata de molho Heinz, porque é o único que você não tem que colocar mais tempero. Esquente um pouquinho mexendo para não queimar. Sirva a seguir com quijo ralado de saquinho.
A baixela ideal para se comer essa receita é semelhante a esta.
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Bom apetite!
* Miojo do solteiro preguiçoso
Hoje é aniversário do Bilbo! Como diria Leonard Nimoy, numa das muitas passadas "mais" trash de sua vida, "Bilbo, Bilbo!".
Viva o Sr. Baggins! Viva o portador do Anel!
Minha máquina fotográfica subiu no telhado mais uma vez. Estava eu, com mamãe e papai (não os genéticos, os outros) no Outback ontem, quando minha máquinha começou a dar erro E18. Não ligava mais. Cientistas americanos ainda não conseguiram relacionar esse erro maluco com a porrada que ela levou ao cair no chão ontem no casamento do Worf. Afinal, não é todo dia que um Klingon (é assim que se escreve?) casa.
De qualquer forma, ela pode ter algo contra meus pais. Afinal, a vez que ela quase morreu afogada também teve a ver com ele. Freud explica. O resto é nonsense.
Fez sentido?
Desculpem a falta de updates. Mas, sei lá ... estava sem muita paciência de escrever nesse semana.
Então falaremos sobre coisas fúteis. Cinema. Liga extraordinária. Era para ser do Alan Moore. Mas fizeram algumas alterações, e eu mal imagino como deve ser no quadrinho. Tenho certeza que vai ser melhor, já que me disseram que o agente Sawyer não existe nos quadrinhos. Ele sumindo, some a pior parte do filme, que é o diálogo dele com o Quailman no final. Mais americano que aquilo só torta de maçã.
Fora esse pequeno deslize o filme é bom. Referências mil à várias histórias, não só com os personagens principais. Para maximizar sua diversão encontre referências à Flemming, Doyle, Poe no filme. Wilde, Stokes, Stevenson, Verne são óbvias. Na verdade todas as referências são óbvias, é só ficar ligado para não dar mole.
Lá no trabalho tem um bando de gente metido a saber sobre previsão do tempo. Cada um com seu website predileto prevendo precipitacões com precisões absurdas.
Tava todo mundo discutindo que ia vir uma frente fria e amanhã, às 10:00 iria chover.
Por outro lado, desde o início da semana eu estava conversando com o ascensorista do prédio que eu fazia o curso da Microsoft e ele disse que ia chover hoje. Eu brinquei um pouquinho com ele dizendo que o dia hoje estava ótimo (quente demais, o que indicaria uma frente fria) e que não choveria até amanhã, mas ele foi veemente e disse que choveria hoje.
Pensei: em quem confiar mais? No site do INPE com modelos amilentados por leitura de satélite em tempo real, ou no ascensorista do prédio do centro da cidade? Claro que na segunda opção, porque a vida é muito mais divertida se você faz umas apostas doidas de vez em quando.
Me lembrei uma velha frase da minha tia: nunca duvida da sabedoria dos que não sabem. Minha tia era meio maluquete mesmo.
Mas não é que choveu em Copacabana às 20:50 de hoje? Minha tia tava certa.
A propósito, eu não tenho tia. Minha mãe só tem um irmão e meu pai é filho único.
Hoje eu tenho uma boa e uma má notícia.
A boa é que eu almocei de graça. Isso é especialmente legal no dia em que eu esqueci o ticket no trabalho.
A ruim é que tinha uma barata na carne moida da minha lasanha a bolonhesa. Para vossa futura referência, a não ser se você tenha gosto exótico por comida, não comam no Itahy do centro (na Graça Aranha). A propósito, alguém conhece algum órgão oficial para eu denunciar o lugar?
Bem, pelo menos o molho à bolonhesa estava bem quente, o que deve ter minimizado o efeito patogênico do inseto. E, apesar de eu ter comido metade do prato, eu descobri antes de comer. Bem, nunca vi prato com duas baratas. Acho que barata em comida é como raio. Nunca cai duas vezes no mesmo lugar.
De qualquer forma, mal de Montezuma à vista!
Segundas-feiras ... odeio segundas feiras. :-)
E, com vocês, mais um capítulo da "maravilhosa cozinha de Ranaur". Para quem não conhece, um dos meus princípios na cozinha é: os pratos devem demorar mais para comer do que para fazer.
Por incrível que pareça fondue é um prata simples de fazer. Tradicional da culinária suíça, mas aqui só dá para comer mesmo no inverno (exceto pelo fondue de verão, que será explicado, eventualmente, em outro blog).
Fondue de carne suja muito. Logo só sobre o de queijo para fazer. Existem duas maneira fácies de fazer o fondue de queijo: uma, comprando pronto aqueles de caixinha, que são uma droga, e a outra é seguindo a minha receita de "fondue da Bridget Jones". O curioso nome dessa comida vem da história em que ela tem que amarrar uma carne com uma corda, e ela só tem barbante azul. O barbante solta tinta e ela come carne azul. Logo, toda comida de cor estranha é denominada "da Bridget Jones".
Eis os ingredientes:
250 de emental ralado
250 (uma caixinha) de gruyere
um copo de vinho *tinto*.
alho
pedaços de pão dormido
1 namorada
sal e pimenta do reino a gosto
Passe o alho na panela. Retire o excesso. Coloque o vinho e vá derretendo o gruyere no fogo baixo. Quando derreter ele já vai estar com uma cor de burro quando foge, dando a característica "Bridget Jones" do fondue. Coloque o emental aos poucos, mexendo sempre. Coloque o sal e pimenta. Na medida que ele for ficando mais encorpado coloque um pouco de pagua e mexa sempre.
Leve pro rechaud onde você pode saborear o fondue a noite toda, com o resto do vinho da garrafa (por isso que o vinho é tinto, porque vinho branco não é tão bom).
O ingrediente que faltou você saboreia depois, com responsabilidade, como manda a tradição.
Em uma palavra Disney. Não espere nada mais do que isso. Efeitos especiais, piadas idiotas, homens bobos vestidos com roupas de mulher (que é um hábito nos filmes e desenhos novos da Disney), e final feliz.
Fora isso é um filme bom. Mas deixe o cérebro em casa.
Bom filme para levar a namorada e dar uns beijos no escurinho.
Você já notou como as pessoas reagem aos apelidos? Não quem tem o apelido, mas as pessoas novas, que são apresentadas. Como elas reagem?
- Oi, esse é o Chipa. Chipa, Fernando. Fernando, Chipa.
- Oi Fernando.
- Oi, ehr, Chiva?
- Não Chipa, de chimpanzé.
- Prazer em conhecê-lo ehr ... Chimpa.
- Não é Chimpa, é Chipa.
Algumas pessoas tomam intimidade rápido, enquanto outras, por respeito, timidez ou vergonha na cara, não se dão tanta intimidade tão rápido.
Eu sou um exemplo vivo de uma pessoa que adora apelidos, ams tento respeitar na medida do possível. Mas basta eu conhecer um pouquinho que eu nunca mais chamo pelo nome.
É curioso como as pessoas reagem ao meu apelido.
- Oi, eu sou o Ranaur, mas pode me chamar de Ranaur.
- Oi, Raul
ou
- Oi eu sou o Gustavo, mas pode me chamar de Ranaur.
- Oi Gustavo
(contemplativo) - Gustavo ... Gustavo ... eu não ouço esse nome à séculos.
ou
- Ur, Rana-ur.
Algumas pessoas não se acostumam nunca com apelidos. Ficam eternamente me chamando de Gustavo. Ou, ainda, inventam alguma apelido horroroso como "Gugu" ou coisa semelhante, porque na cabeça deles Gustavo *tem* que ser gugu ou coisa que valha.
Mas eu tenho alguma reserva para quem eu não conheço. Por exemplo, estava eu no Belmonte quando veio um garçon e disse: Eu sou o Papagaio e ele é o Graveto. Mas eu não saí chamando o cara de papagaio. Sei lá. Nunca tinha visto ele na vida, não ia forçar a barra. Mas na medida que eu vou conhecendo a pessoa, eu nem uso mais o nome.
Tem um cara no meu trabalho que todo mundo chama de mineiro. Como é um cara meio fechado, eu estou tentando chamalo pelo nome. Mas nomes são, algumas vezes, tão comuns. Apelidos são pessoais e intransferíveis. Mesmo apelidos bobos como goiaba e cabeça, são muito mais pessoais do que João e Pedro.
Aceitar e usar um apelido é uma prova de senso humor, informalidade, personalidade. Ninguém escolhe o nome, nem sempre o apelido, mas aceitar um nome de guerra é, muitas vezes, melhor do que se fechar na escolha dos pais. Todos os apelidos tem histórias. Alguns são quase lendários. Outros engraçados. Bem, alguns são pejorativos. Com o tempo, o seu apelido acaba tomando conta de seu nome e ninguém te chama mais pelo nome. E qual o problema?
O que você acha? Como você reage a um apelido que te dão? Como você reage quando te apresentam alguém por um apelido? Fica sem graça? Teria coragem de chamar um desconhecido por um apelido?
Se tiver, passar no Boteco Belmonte (Praia do Flamengo pra mais perto da Osvaldo Cruz), e procura pelo Papagaio. Choppinho muito bem servido!
Botafogo está ficando com personalidade. Por exemplo, hoje vi dois gringos vestindo uma camiseta vermelha escruta "Judeus por Jesus". Gringos. AMericanos. Californianos, se me permitem inferir pelo sotaque.
Fora isso, ontem, ao fazer supermercado, me veio uma questão de fundamental importância para compreender o cosmos. Porque as escovas de dente de viagem sempre são de cerdas macias? Será que os viajantes ficam com gengivas mais sensíveis? Talvez, um efeito colateral daqueles lenços úmidos que distribuem nos aviões. Mas e os que viajam de ônibus?
Eu NUNCA vi uma escova (tipo aquela trip) que fosse média ou dura. Spo macia.
Mistérios do universo. Judeus por Jesus e Escovas de Dentes portáteis média. Antíteses da realidade.
Fiz uma ampla pesquisa imparcial de amplo espectro colhendo dados das mais diversas camadas étinicas da sociedade brasileira(na prática só um respondeu, o que facilitou o trabalho estatístico) sobre a seguinte questão: O que é namorar?
O resultado da pesquisa não foi surprendente exceto por um aspecto, que é o tema do texto de hoje. Namorar é: intimidade, telefonemas diários, saídas nos fins de semana e fidelidade.
Quanto aos quisitos um e quatro não há dúvida. O três é uma paixão irracional pelo fato de que no insoncsiente coletivo dos brasileiros (e, especialmente das brasileiras) o sábado é o dia da número um. Isso não ocorre em outros países, e seraá tema de eventualmente algum outro texto.
Mas o que me intriga é: porque telefonemas diários?
Diários falaremas mais tarde, mas porque telefonemas? Não vale bilhete, carta, telegrama, e-mail, torpedo (de celular), presentes, rosas no trabalho, aparição surpresa, mensagem em auto-falante na casa (daquelas bem bregas). Não. Para namorar TEM que ligar todo santo fucking dia. É que nem escovar os dentes e tomar banho (exceto para os franceses, que além de porcos são maus amantes).
Como as pessoas namoravam antes de Graham Bell? Hein? Duvido que Romeu amaria tanto a Julieta se tivesse ganhado dela um celular pré-pago.
O que significa ligar todo dia? Que você se lembra dela todo dia? É mole. É só colocar um alarme eletrônico no seu outlook dizendo "Se lembrar da namorada, seu imbecil!".
Fidelidade? Nunca. Conheci um cara que ligava para a namorada e logo depois para as duas amantes. E se achava romântico porque ligava sempre para a namorada antes.
Sou contra qualquer coisa em um relacionamento que seja rotina. Rotina é a coisa menos sexy do mundo. Todo santo dia o "telefonema das cinco" tal como chá na inglaterra. Você gostaria que seu namorado te visse como um chá inglês? Chá inglês está entre as 5 coisas menos sexies do mundo, perdendo para banan passa, pincel atômico roxo, bala juquinha e, é claro, rotina.
Por isso é que eu digo. Não ligo todo dia. Ficou louco para ligar, mas não ligo. Todo dia não! Ligo de vez em quando, de surpresa, com alguma novidade (esperando ser uma agradável, é claro). Para dizer algo novo, ou até mesmo para dizer o velho, mas sempre na moda, eu te amo. Nunca por obrigação, ou porque tem que ligar para aplacar um complexo de édipo feminino mal resolvido.
Surpreender, surpreender, surpreender. Tornar cada dia do romance, não uma formalidade social, mas uma aventura inesquecível.