junho 29, 2003

O Rio de Janeiro Continua lindo ...

O Pão de Açucar é irado! Um tempão que eu não ia lá em boa companhia. Boa companhia que não foi no Bukowsky na despedida, mas tudo bem. Aliás, VOCÊ certamente não foi no Bukowsky no sábado. Pouca gente foi. A maioria das pessoas furaram. Bem, os que foram se divertiram.

Fora isso, histórias antológicas das boas e velhas figurinhas conhecidas do lugar. Só lá você encontraria uma vocalista de uma banda que toca no Irish pub completamente bêbada. Bem, não era dia de me "aproveitar" de menininhas bêbadas. Pensando bem, nenhum dia é.

Fora isso, fiz uma amizades, umas inimizades, quem sabe um dia eu toco na pista de lá. Time will tell ...

Melhor do que o Bukowsky foi só DEPOIS de lá. Mas isso são ossos do ofício.

Caramba ... tem dias que eu não durmo direito. Não que eu esteja reclamando, veja bem.

Posted by Ranaur at 03:06 PM | Comments (2)

junho 28, 2003

Friday I'm in love

The Cure ... grande the Cure. The cure para todos os males ...

Posted by Ranaur at 08:45 PM | Comments (1)

junho 25, 2003

Último tango no Rio ...

Neste sábado, dia 28/6, estarei indo para o Bukowsky comemorar meu bota fora. Para quem não sabe, e não lê o meu blog, eu estarei indo para a Argentina dia 6/7 e voltando dia 18, 19, 20 ...

Para quem não conhece, o Bukowsky fica no Botafogo na Paulino Fernandes, 7. (perto da Voluntários uma esquena antes do metrô).

Entrada Mulher 8, homem 10 com o nome na porta. Sem nome, 10/13. Sem consumação.

Para deixar o nome na porta me manda um e-mail, torpedo ou me liga. Evite mandar por ICQ ou friendster porque estou sem computador, e não dá para acessar do trabalho.

Além da música(anos 80), que quem já foi conhece, as atrações ficam por conta de ver o Ranaur bêbado que nem um gambá(eu prometo!), e de assinar o famoso caderninho cinza, que conterá todos os endereços para os quais eu mandarei cartões postais na viagem.

Quem não for não vai receber postal ... :-) Brincadeira ... quem for vai ter prioridade, mas que não for, me manda enrereço com CEP para eu mandar. Adoro escrever postais.

Ah! Traje, passeio esculachado. Calça jeans, camiseta ... falando sério, o lugar é mais alternativo.

Alguem coloque no ICQ/Freindster porque eu estou sem, svp.

Posted by Ranaur at 04:45 PM | Comments (0)

A cozinha não compensa

Acordei com um tempinho abri a geladeira e olhei o abacate lá dentro. "Boa, vou fazer uma vitamina de abacate". Tira o abacate, tira o liquidificador, leite ... onde está o açúcar??? Tá bom, adoçante. Sei que não faz sentido, mas pelo menos adoça. Faca. Abre o abacate. Como está duro! Corta daqui, corta dali. Ops! Quase cortei o dedo! Abri, raspei o abacate quase quebrando o dedo. Leite, adoçante, liquidificador, prrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Que legal. Fui provar ...

Blergh! Estava amargo! E ainda tive que lavar tudo.

Gente, a cozinha não compensa. Antes eu tivesse tomado o suco numa loja.

Sem contar que saí atrasado por conta dos acidentes de percurso ...

Posted by Ranaur at 06:35 AM | Comments (0)

junho 23, 2003

Micro quebrado

Com o meu micro quebrado, é óbvio que eu não vou poder postar todo dia. Pena, porque esse final de semana teve muita coisa do que se falar. De sexta à noite em diante tanta coisa aconteceu ... voltei a escrever poesia, aconteceu o sábado (visto num post anterior), teve sábado à noite, domingo ...

Domingo, rolou um filme muito bom, "O Homem que Copiava". Olha que para eu falar bem de um filme é difícil. Ainda mais filme brasileiro. Quem me conhece sabe que eu não morro de amores por cinema e que sou chato pacas para filme. Mas esse é muito bom.

E olha que eu não gosto de ver filme no domingo ... mas esse valeu a pena, não só pelo filme, é claro! Mas vão conferir ...

Posted by Ranaur at 10:38 AM | Comments (1)

Um dia de fúria ...

Música do Monthy Pyton, com notas estridentes. Repete uma vez. Outra. Plaft!

Hã? Caramba meu celular!

Me levanto da cama e vou correndo atender. Pego o celular do chão, caído. O plástico de trás sai na minha mão. Não deveria ter deixado o vibracall ligado com ele em cima da mesa ... depois eu vejo.

Alô? Não, desculpe, foi engano.

Volto a dormir. Ai, ai ... lokal dá uma ressaca ...

Acordei, conferi que o plástico estava quebrado e fui ligar o computador. Não liga. Chave Phillips, placa pra cá, placa pra lá. Não liga. Desmonta tudo, solta o processador, monta tudo. Liga.

Liga e trava. Desmonta tudo, solta o processador, monta tudo. Liga e trava.
Desmonta tudo, solta o processador, monta tudo. Liga e trava. Desmonta tudo, solta o processador, monta tudo. Liga e trava.

Argh! Vou levar essa droga pro conserto. Lá eles descobrem se é processador ou placa mãe. Não posso fazer um upgrade agora. Estou poupando dinheiro pra viagem.

Tomo um banho, me arrumo e vou colocar o carro pra lavar. Desculpe, mas tem três carros na frente. Só vai ficar pronto 18:00. Entrei no carro engatei a ré, olhei pra trás e ...

Notei com o canto do olho que vinha um carro de ré em cima de mim. Ah! Onde é a buzinha??? Crack! Lá se vai a minha porta e o espelho retrovisor. Saio nervoso do carro, tremendo. Nada melhor para acalmar os nervos do que ouvir "tenho seguro, eu assumo".

Troca telefone, fala com corretor, fala com todo mundo. Volto pra casa. 13:30. Atá as 14:00 dá tempo para ir até a loja. COloco o computador debaixo do braço e vou correndo. Chego 13:45 e vejo a loja fechada.

E olha que tem sábados que eu acordo às 14:00. Esse deveria ter sido um.

Volto pra casa, praguejo em alemão, primeiro porque é melhor, segundo, porque os meus vizinhos ouvem tudo o que se fala pela tubulação do prédio. Só ficam ofendidos os que sabem xingar em alemão.

Fui no Rio Sul (sem palm, porque hoje não era dia de usar tecnologia), e entrei na loja da ATL. Tinham duas pessoas desesperadas dizendo o computador não liga ... não liga. Meti a cara no monitor e li "Non-system disk or disk error". Oi, moço. Esse erro está dando porque tem um diskette no drive. Tira que vai funcionar. Denada, eu trabalho com isso. O que eu quero? Bem, meu celualr caiu e eu queria trocar esse plástico. O QUE?? 70 REAIS NUM PLÁSTICO? Isso é metade do preço que eu paguei no celular.

Para o meu dia começar de verdade o cara, teve pena de mim, pegou um celular de teste, tirou o plástico e trocou pelo meu. De graça é claro! Primeira boa notícia do dia: não perdi 70 reais.

Vai ser otimista assim lá em casa ...

Bem ... muita coisa ainda rolou no sábado. Fui ainda no Bukowski, depois de muita, mas muita espera ... mas valeu a pena. Sem dúvida valeu a pena. Eu acho.

Ainda bem que eu estava com um humor muito, mais muito bom ... Mas no fim valeu a pena. Afinal, o coração pode ser pequeno, mas a alma não.

Posted by Ranaur at 10:27 AM | Comments (0)

junho 20, 2003

Liberdade

Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro pra ler e não o fazer! Como é bom matar o trabalho um dia e sair na rua sem nada a fazer. Há um prazer de ver todo mundo acordando cedo e indo pro trabalho, enquando você vê a o mundo girar lentamente pelos seus olhos. Enquanto folheio o meu caderno.

Ler é maçada, estudar é nada. As crianças indo e vindo com a lição feita ou a fazer. O presente construindo o futuro. Um dia, só é preciso um dia (apesar de desejar tantos outros), para ver, só para ver. Dá pena ver as crianças vivendo a juventude de uniforme.

Ver o Sol. O sol doira sem literarura. Sem técnica, sem trabalho (mas nunca sem poesia). O sol indo e vindo, no seu eterno ciclo, mas mesmo assim sem monotonia.

Passar o dia vendo a praia. O Rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal, como tem tempo não tem pressa. E eu? Eu tenho só um dia, mas deixei a pressa para horas mais oportunas.

Claro que li. Não vivo um ócio sem virar páginas. Mas livros são papéis pintados com tinta. Lia só para passar o tempo, tão infinito e tão breve. Prazer e não estudo. Estudar é uma coisa que está indistinta, a dinstinção entre nada e coisa nenhuma.

O dia escureceu cedo. O céu, revoltado, me privou de ver o redentor, eternamente abraçando a cidade. Quanto é melhor, quando há bruma (apesar de crendice popular dizer que é chuva). Esperar por D. Sebastião, por São Pedro, ou São Sebastião. Quer venha ou não.

E volto a ver tudo, tudo grande. Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor do mundo são as crianças (pequenas ou crescidas que se mantém crianças pelo menos por um dia), flores, música, o luar e o sol, que peca só quando, em vez de criar seca.

Seco, volto para a minha casa, para minhas estantes de livro, para me sentir seguro, feliz e sozinho novamente. O mais do que isto é Jesus Cristo, que não sabia nada de finanças (e) nem consta que tivesse biblioteca(muito menos MBA ...).

Bem ... para quem não pegou a referência ... Liberdade é um poema do Fernando Pessoa, que por acaso reli hoje. E como foi um dia tranqüilo(realmente hoje foi folga para mim), decidi costurá-lo no meu diário.

Posted by Ranaur at 06:01 PM | Comments (0)

junho 19, 2003

Coisas, coisas e coisas ...

Domingo eu fiz algo que deveria ter feito a muito tempo. Arrumado o passado. Aberto, finalmente aquelas caixas lacradas, cheias de lembranças e passado elas a limpo.

Quando as vejo, não tem como evocar o passado. Não é um passado especialmente bom ou ruim. Não são lembraças especialmente boas ou más. São só lembranças, sem sentimento. Afinal, nas caixas só tinham coisas.

As coisas que estavam nas caixas não eram especiais. Eram especiais para mim. Coisas que fiz, que usei. Coisas que não representariam nada para ninguém, exceto para mim.

Não sou uma pessoa típica, também não tive uma infância típica. Logo não são objetos típicos. Desde o meu time de botão, vergonhosamente misturados os botÕes bões com os perna de pau, entropia que o memória nenhuma é capaz de desfazer. Quem eram os botões bons? E quais não prestavam? Quais era os nomes? (todos os jogadores tinham nomes) Me entristece não me lembrar do time oficial. Alguns eu me lembro Beckenbauer e o outro Becker, ambos alemãos. O tricolor, o botão mais bonito, mas, que apesar de não ser muito bom, sempre entrava no time para impressionar o inimigo. O goleiro oficial, o reserva, e o de acrílico que o meu pai fez (uma das poucas boas lembranças que tenho do meu pai).

As traves, Valesca e Valéria, nome carinhoso de duas putas que moravam no prédio da frente. Um dos namorados delas, o Dinho, tentou me assaltar enquanto eu ia ao Disco comprar alguma coisa para a minha mãe. Ele queria meu relógio. Eu saí correndo, mesmo depois de ser ameaçado de levar porrada. Ele morreu uma semana depois num assalto a banco.

Tem muita coisa mais. Meu conjunto de bola de gude, que faz mais bem na mão de outro menino que eu. Nunca fui bom em gude. Mal jogo sinuca ...

Um saquinho xadrez cheio de sementes ... nossa ... devem ter no mínimo 10 anos, 15 se eu tiver que chutar. Essas sementes são o resultado do primeiro discurso de oratória que fiz na vida. Estávamos no barranco atrás do bloco 2. Aquele pedaço de terra inclinada que ligava a horta do bosque ao play do bloco 2, se lembra? Estavam todos lá, discutindo a proibição de jogar pedras na turma rival. Coisas de infância. Eu tinha proposto a gente jogar essas sementes. Veio o Diogo, um dos moleques locais, que Deus sabe que fim levou, e disse:
- Você está dizendo para jogar essas frutinhas enquanto eles jogam pedras?
- Eu não disse como a gente vai jogar essas frutinhas ...
- E como, idiota? Não podemos usar estilinque (que também foi proibido)?
- Com isso ...
E eu mostro um tubo de filme (135mm) com o fundo cortado e uma bexiga de enxer encaixada na parte vazada do cano. Coloco uma pequena frutinha dentro puxo a bexiga com a frutinha e solto na testa dele.
- Porra isso dói!
Bem ... na verdade eu joguei na terra, porque eu não fereria alguém do meu time, mas, ética à parte, assim fica mais dramático. O que importanta é que todos ficaram impressionados e fizeram seus bexigolinques(inventei o nome, pois o único nome que me lembro das gerinconças que eu inventada era o key-bomb, um arame torto que usávamos para abrir portas) para atacar o grupo rival. Resumo da ópera: vencemos. Não pelos bexigolingues, que ficaram famosos, mas porque eles jogaram pedras, e foram castigados por violar as regras do condomínio. Mas não antes de catarmos muitas, mas muitas frutinhas para jogarmos neles. Bem. Essa saco de frutinha fica. Até porque eu nunca soube o nome da árvore elas vieram. QUem sabe um dia eu descubro.

E dá-lhes geringonças. Não tenho nenhum bexigolingue, mas já deixei no texto o manual para criá-los. Mas tenho muita gerinconça. A primeira que inventei para impressionar a turma foi uma lanterna, montada em uma caixa de remédio laxante, que usávamos para iluminar embaixo do palco do colégio. Ganhei o posto de "inventor", logo abaixo do "Capitão Cobra", e entrei para a turma. Cheguei até a ser dispitado entre os grupos rivais! Tecnologia é uma arma poderosa e estratégica.

Envelhecendo mais, as gerinconças ficaram mais sofisticadas. Tenho dezenas de fontes das mais diversas voltagens, formas, e caixas de sabonete. Duas caixas patola ainta intáctas de furos. Uma fonte regulada que tem um capacitor maior que uma pilha grande. Essa fica, porque pode ser útil. Uma enigmática caixa com 10 leds, um botão e um interruptor. O que seria? Um dado eletrônico. Projeto meu. Com orgulho. Queria ver se alguém deduziria a utilidade dele somente olhando pro circuito. Para que diadoa alquem iria querer um dado eletrônico de 10 "faces"?

Um dos meus hobbies era fazer kits de espião. Eu, com minhas ferramentas, conseguia colocar tudo dentro de uma caixa de fósforo. Lábis, Borracha, Papel, Caneta, Bombinha, Barbante, Caramelo Nestlê, Toco de bambú (para esconder mensagens secretas), Gilete (onde eu achava isso?), prego, cortador de unha, estalinho ... caramba ... quanta coisa cabe numa simples caixa de fórforo ... Eu aprendi a montar essas caixinhas no famosíssimo "Manual do espião", que tenho até hoje, sujo de lama da escada da biblioteca do colégio, e óbviamente sem capa. Eu praticamente dormia com o livro, não largava o manual de jeito nenhum. Capa nhenhuma é a prova de criança ... essas caixinhas de fósforo ficam.

Fitas de videogame ... Zelda 1, 2, Soltice e Super Mario Bros. Hoje eu baixo da internet, e jogo num emulador ... suspiro ... um microchip de memória ... que eu achava, e ainda acho bonito. Não se fazem mais EEPROMS como antigamente. O chip tinha uma lente transparente para apagar ...

O que eu ganho me lembrando do passado? Se eu não me lembrar nunca mais, por não ter os ganchos para ativar a memória, que diferença faz? O que muda elas na minha vida?

São memórias que não tenho ninguém para compartilhar, porque não fariam sentido, não seriam tão intensas para quem não as viveu. As memórias só são úteis se puderem ser compartilhadas. E só é compartinhado com quem viveu.

Tem minhas cartas de Magic. Descobri que aquele negócio não era para mim quando perdi (ou roubaram?) o meu baralho "campeão". Tomei uma mágoa de jogar com meu baralho reserva, nunca mais comprei. Meses depois desisti de jogar. Mas o baralho reserva ainda era bom. Bem ... estou vendendo todos os meus jogos de cartas.
Por isso que eu escrevo o texto. Me livro das coisas e deixo esse texto para a história. Pelo menos ele não ocupa tanto espaço.

Posted by Ranaur at 12:49 PM | Comments (7)

A maravilhosa cozinha de Ranaur

Para manter esse blog eclético, vamos postar hoje algo completamente diferente.

Não não sou nenhum mestre cuca. Mas, como solteiro morando longe dos pais, tenho, por pura questão de sobrevivência, que saber operar um fogão.

A minha linha culinária se resume a três hipóteses básicas:
1) Eu não como nada que estiver se mexendo
2) Nada que demore mais para fazer do que para comer vale a pena ser feito
3) Tudo é comestível. Algumas coisas somente uma vez.

Se esses três princícios não violam nenhum tabu religioso seu, seja bem vindo à maravilhosa cozinha de Ranaur!

A receita de hoje é Iogurte de groselha. Pegue um iogurte natural e ao invés de colocar açucar, coloque xarope de groselha. Fica bom! Viu? é mais rápido fazer do que comer.

Nas próximas seções falaremos sobre: 100 maneiras de você turbinar um miojo, comparação das diversas marcas de groselha, reflexão sobre pacotes de biscoito ...

Fiquem ligados!

Posted by Ranaur at 09:37 AM | Comments (0)

Deságio, aforismo e a maldição de Charles

Como diria eu, para a minha irmã: eu estou em deságio. Hoje era um dos dias em que eu estava em deságio.

Cada um tem aquilo que merece. Eu sempre digo isso. Estava voltando de um apático (desculpe gente, mas foi apático) Irish quando pensei ... quarta o Buk deve estar fechado, mas vou passar na frente. Passei e só tinha velho. Pensei com meus borbotões: Cada um tem aquilo que merece. Fui assim mesmo. Parei o carro e entrei. Na fila (pequena) estava uma galera decidindo se ia pra Prelude, pra Nuth ou pra lá. Eu pensei denovo "ai meu caralho". Mas fui assim mesmo ...

Na frente estavam duas meninas, uma bonitinha, vestida de "cachorrinha". Sabe como é, sainha justa, maquiagem chamando atenção. Puxei um papo inocente e informativo: vocês sabem que tipo de música toca hoje?
- Ah ... não sei ... (só faltou latir) ... Róque
- Tipo no sábado? - puxei eu um papinho
- Não sei, para mim é tudo igual.
Ainda fui gentil de não bater na menina. Mas nem que fosse a Daniela Cicarelli. Bem, se fosse ELA, a gente dava um desconto.

Entrei. Na porta só tinha homem. Mas só na porta. Saindo do primeiro salão, o lugar cheirava a cabelereiro. Nunca vi tanta mulher bonita na Buk. De quebra encontrei um amigo do Shade que estava com uma amiga. O resto é história.

Só digo uma coisa: a maldição de Charles Bukowsky finalmente teve um fim. A de Roskilde ainda não, mas tudo bem.

6:00 ah! ... vou dormir ... talvez sonhar!

Posted by Ranaur at 01:34 AM | Comments (0)

junho 17, 2003

Don't cry for me Argentina

Vou-me embora para Buenos Aires. Fechei a viagem. 6/7, de manhã estou embarcando. Fico por lá até dia 18 mais ou menos.

Como sempre, minhas viagens tem trilhas e não trilhos. Chegando lá verei o que eu farei. Museus, boietes, parques, esqui. Sei lá. Lá vejo o que faço.

Fazer o que naquela terra, além de gastar as milhas que estão expirando? Não sei, não quero saber, mas conto nesse blog toda vez que tiver internet por perto. Além disso, a Argentina está barata pacas ...

Já fiz a minha saudação à Ganeça, e portanto, já estou pronto para ir. Sö falta reservar o albergue.

Posted by Ranaur at 06:49 PM | Comments (2)

Bebida, dinheiro, mulheres ...

É uma honra bizarra fazer parte de uma turma que comemora os feriados e festas irlandesas.

Afinal, não é toda segunda que você termina 2:30 da manhã, num McDonald's, depois de ir num BIngo e encher a cara.

Lila e Yael, vocês não existem :-) Nem eu.

Frase do dia: LML Look at the Molho of Lila

Ai minha dor de cabeça ... ressaca ...

Posted by Ranaur at 05:46 AM | Comments (2)

junho 16, 2003

Uma triologia em SEIS partes

Eu ACHEI!

Eu estava na Saraiva tentando comprar Ulysses, de James Joyce. Estava olhando nos pockets quando eu li rápidamente "las Ada".

Parei. Voltei os olhos lentamente. Reli, temeroso.

Douglas.

Meu coração gelou. Estava no início da pratileira. Na letra A. Eu não reconhecia a lombada do livro.

Poderia ser? Não! Ele está morto! dead! Deceased! He is no more! Não pode ser!

Tomei coragem e li com calma o título: "The Salmon of Doubt"

É um título digno Dele. Respirei fundo e li o autor: Douglas Adam. Era o que eu temia.

MAS COMO??? COMO??? Eu conheço todos os livros dele ... ou não? Estarei ficando louco? Ele ter um livro que eu nunca ouvi falar está num dos mais altos níveis de improbabilidade possíveis! Será que tem alguma nave por perto? Quem sabe eu possa pegar uma carona ... Primeiro eu tenho que checar se a realidade a minha volta está consistente ... quem é aquele homem na outra prateleira? O Silvio Santos??? Bem ... ele ainda está cafona, logo a realidade ainda está consistente. Portanto, não existe outra opção além de acreditar que a realidade se mantém consistente e rejeitar a hipótese inicial.

Num impulso peguei o livro em minhas mãos. Abri e li as letras que estavam escritas. Elas tremiam. Não as letras, seu idiota, as minhas mãos. E as letras, por tabela, é claro.

Respirei fundo e tentei entender ... um livro póstumo! Com as memórias! As continuações da saga do mochileiro, Dirk Gently, entre outras coisas ... não pode ser!

Por um instante passou pela minha cabeça ... pode ser um truque. Eles estarão aqui em breve, invadirão a Saraiva Megastore do centro jogando gás paralisante e levarão o livro de mim. Lembrando Jean Clude van Dame, em qualquer filme que ele tenha feito na vida, pois em todos tem essa cena, eu gritei:

- NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Pulei a pratileira e saí correndo para a fila. dei uma cotuvelada numa velhinha que se aproximou, e fiquei rangendo os dentes para todos que se aproximavam de mim, como um porco espinho raivoso. Chegando a minha vez falei para a caixa:

- É MEU. Todo meu. Meu preccccccciossssssoooooo ...

Meus olhos estavam esbugalhados, minha pele esverdeada. Mas ele era meu. Só meu.

Paguei com um vale presente que tinha ganhado por ser cliente prefetrencial e interei o resto no cartão de crédito. É para essas emergências que serve o cartão de crédito.

Uma vez pago, saí correndo pela porta gritando pela rua do Ouvidor.

- E MEU! TODO MEU! Vocês agora sentirão a minha ira! Louvem e venerem seu novo líder. HUUAUAUAUAUAUAuauauauauaua ...

E assim voltei para o trabalho.

Posted by Ranaur at 03:27 PM | Comments (0)

Bloomsday

Hoje, 16 de Junho é o Bloomsday, dia em que se comemora a sátira de James Joyce ao clássico "A Odisséia". E como todo bom feriado irlandês, é comemorado com muita, mais, muita cerveja. E porque não?

Maiores informações pela web, como por exemplo em:

http://www.jamesjoyce.ie/events/eventdetails.asp?evcatid=3

Que tal um Paddy's Fla hoje? Quem for brasileiro ou irlandês que me siga!

Posted by Ranaur at 04:28 AM | Comments (2)

junho 14, 2003

A cantada Original

O par perfeito, teve que se encontrar de alguma forma. Por mais desesperada que Eva estivesse, e mesmo que Adão fosse o único homem da terra (e era), se conheço as mulheres ela não se fez de fácil. Tinha que ter um romancezinho antes.

Logo, é claro, teve o primeiro diálogo, a primeira cantada. Como foi ela?

Com certeza Adão não pode usar o famosíssimo: "Tem um amigo meu que quer te conhecer", nem um "Eu te conheço de algum lugar"?

Então? O que o primeiro homem falou para Eva para conquistar o seu coração?

Esse texto evolui o tema e abre algumas possibilidades:

- Você sabia que você é a costela da minha vida?

Seria Adão mais egocêntrico?
- Gostou da minha costeleta?

Ou, quem sabe ...
- Você ouve Elvis Costelo?

Pensando que Adão tivesse bom senso, e que a cantada deu certo, Adão não deve ter feito nenhuma piadinha com costela, e variações. Afinal eles tiveram pelo menos dois filhos, fora as filhas (porque senão rolou incesto Edipiano louco para fazer a humanidade). Bem, pelo menos com a irmã rolou.
Adão pode ter elogiado alguma coisa na roupa de Eva:
- Sabia que essa folhinha cai bem em você?

Ou, talvez,
- Eu adoro essa folhinha verde ...

Quem sabe ele fosse mais direto ao assunto ...
- Eu queria desfolhar você ...

Ele pode ter oferecido alguma coisa para Eva.
- Oi, gatinha, qual é o seu nome?
- Eva
- Erva?
- Não Eva.
- Legal essa folhina, você fuma?
- Nunca tentei
- Deixa eu enrolar esse baseado ... putz que barato!
- Maneiro. Qual o nome disso?
- Eu vou chamar de maconha ...

Nah ... não acho que tenha maconha na Bíbla. Ainda.

Mas depois de estudos teológicos importantíssimos chegamos a reconstituição do que deveria ser a "cantada original"

- Você vem sempre a esse lugar?
- Sim, eu acho um paraíso
- Essa folhinha que você está vestindo deixa você super sexy.
- Brigado.
(pausa para Adão fumar um cigarro Saporema e tirar mais umas idéias de papo)
- Esse DJ Serpente é muito bom.
- É. Quer um drink?
- Não. Eu não bebo. Você quer uma maçã?
- Claro, gatinha!

Posted by Ranaur at 08:11 AM | Comments (0)

junho 12, 2003

Uma velha amiga ...

Já faz um bom tempo que não nos vemos, uma velha amiga e eu. Velha é carinho, masnão precisa apagar a conotação do tempo.

Nunca mais liguei para ela. Não por falta de memória. Certas pessoas a gente nunca se esquece. A vida, na sua incansável correria, ocupa nossa mente com o tédio coritiano. Mas essas pessoas não ficam só na nossa memória, ficam também no nosso coração. Às vezes bate a saudade, mas a gente está triste, tímido e não quer se exibir assim. Outra vez, mais corajoso e carente a gente liga, o telefone toca cinco vezes e a gente desiste pensando que, talvez ela esteja com alguma turma se divertindo. Talvez um namorado? Outra vez a gente liga e ela está dormindo. Espero que seja só cansaço, que ela esteja bem. Outra hora ela está no trabalho ocupada até tarde. No feriadão ela viajou (outra vez, espero que sem namorado). A gente nunca desiste. O amor nunca morre.

Esse texto foi escrito 18/04/2003. Achei apropriado publicá-lo hoje. Existe uma continuação desse texto ...

Posted by Ranaur at 10:40 AM | Comments (1)

Dia dos namorados

Já notaram como tem muito mais gente hoje se vestindo de vermelho?

A humanidade é patéticamente previsível.

Feliz dia dos namorados.

Posted by Ranaur at 06:21 AM | Comments (0)

junho 11, 2003

Eclesia

Espelho, espelho meu, existe blog mais eclético do que o meu?

Bem ... o post de hoje é sobre a vulgaridade e a a superficialidade dos relacionamentos humanos. Você entendem o que eu digo, ou vão entender com o tempo. Azaração, Deus, Futebol. O que isso tem a ver?

PS: Eclesia é uma palavra que não existe. É, a partir de hoje, o substantivo abstrato do adjetivo eclético. Ou eclisial. Você escolhe. Aurélio, pode colocar no seu próximo dicionário. Póstumo, é claro.

Posted by Ranaur at 07:54 PM | Comments (0)

junho 10, 2003

Tag da semana

"O Nix é o único revoltado que eu conheço que mora sozinho e foge de casa. - Phoenix"

Não tinha como deixar de postar essa pérola de sabedoria, Weise.

Posted by Ranaur at 06:43 PM | Comments (6)

Curva de Juros

Desculpem o papo nerd. Só quem estudou um pouco de economia vai se interessar por esse post. Depois não diga que eu não avisei.

Me lembro das minhas primeiras aulas de Economia, sábado pela manhã, com uma professora que vinha de meia calça, fedendo à boite, falar que mais e vezes é tudo igual. Me lembro também, lá pelos idos de 98, que ela afirmava que a paridade com o dólar da Argentina era a melhor coisa do mundo, vejam vocês, os Argentinos estão com um padrão de vida ótimo enquanto a gente esta nesse poço sem fundo do Brasil. Bem, o resto vocês sabem bem o que aconteceu.

Naquela época, eu nada sabia de economia, mas, cá com minha infantil ingenuidade pensei: Tirando o preconceito anti-argentino, se eu tivesse que guardar uma nota de 100 dólares ou 100 pesos por 30 anos eu escolheria guardar a de 100 dólares. Em resumo, eu confiava mais nos EUA, como economia, do que na Argentina. Eu e o resto do planeta.

Agora, no MBA, os professores bradam aos 4 ventos que a melhor coisa do mundo é o controle de inflação através do controle da taxa de juros. Aceito todos os argumentos, tal como aceitava os da minha boêmia professora.

Um dia, parei e pensei com meus borbotões um problema nesse modelo. Não sei se é original, certamente não é. Tem sempre alguém em Havard pensando em tudo antes da gente. Hoje eu comentei com o pessoal do trabalho e, no mínimo, ninguém discordou ou apresentou um argumento contra.

A idéia por trás do controle de juros é que, quanto maior forem os juros, mais interessante é você deixar o seu dinheiro com o governo, comprando os títulos, ao invés de usá-lo para comprar bens, que aumentaria a demanda e, consequentemente, aumentariam os preços gerando inflação.

Vamos simplificar horrores o modelo macroeconômico e imaginar o seguinte: você tem 100 dinheiros (se eu tivesse um país a moeda se chamaria dinheiros). Você pode gastar esses 100 dinheiros em bens de consumo(digamos, cachaça), o que iria aumentar o preço desses bens um pouquinho, ou emprestar esse dinheiro pro governo que, ano que vem me dará 126,50.

Supondo que, eu prefira fazer o dinehiro render, ano que vem eu terei mais dinheiro. Se ano que vem eu quizer torrar tudo em cachaça eu vou aumentar o preço da cachaça ainda mais do que se eu tivesse comprado no primeiro ano! Ok, mesmo que a inflação tivesse aumentado o preço da cachaça, se eu tive um ganho real, eu posso comprar mais cachaça aumentando ainda mais o preço.

É um raciocínio simplista, mas com dois neurônios, você pode entender que com esse exemplo bobo, o que eu estou sugerindo é que, emitindo títulos, o governo está, na verdade, emitindo "moeda" no futuro, pois cedo ou tarde, você vai querer retirar o seu dinheiro, parando de rolar a dívida.

Bem ... esse é o problema. Alguém tem alguma solução? Tenho algumas idéias ... mas isso fica para um outro post

Posted by Ranaur at 06:31 PM | Comments (5)

junho 09, 2003

LFT

Daniell, retiro o que disse. Lygia Fagundes Teles subiu no meu conceito. Ela é previsível, sem sombra de dúvida. A vantagem é que a narrativa dela é tão envolvente que você não se preocupa com o final.

"Verde Lagarto Amarelo" é uma verdadeira explicação sobre angústia de não amar alguém que o ama incondicionalmente. Amor fraternal, digo eu.

Posted by Ranaur at 05:48 PM | Comments (2)

junho 08, 2003

Silêncio

Estava silencioso nesses últimos dias porque minha conexão da banda larga não está funcionando. ARGH! Dessa vez juro que não vou meter a mão para consertar. Vou me fazer de desentendido e vou chamar o suporte técnico. Vai ser divertido :-)

Fora isso, muito trabalho, e muita, mas muita, festa. Fotos a vera. Vejam na seção de fotos, devidamente remodelada, blog-style. Confiram no link "fotos"

Posted by Ranaur at 10:34 AM | Comments (0)

junho 07, 2003

La vita ...

Já notou que a vida tem fases? Eu não acredito em astrologia, mas as vezes, parecem que "forças maiores" ditam o humor das pessoasà nossa volta. Por exemplo: tem semanas e semanas seguidas cheias de festas, agitos, dança, beijos na boca e coisa e tal. Tem hora que ninguém que você conhece tá afim de fazer nada. Tem horas que você está num tédio absurdo. Outras, tem 5 coisas para fazer na mesma noite de sábado.

Será que alguma "força maior" guia o humor das pessoas? Ou seria só o meu humor afetando como eu vejo as coisas? Seguiria a segunda opinião, se não fosse uma quantidade infinita de coicidências que acontece. Tem dias que você liga para todo mundo que você conhece, e ninguém quer sair. É fora atrás de fora. Tem dias que programas caem do céu. Aquela velha amiga terminou com o namorado e quer te ver. Seria influência dos astros? Dos espíritos? DO nosso próprio espírito? Não sei. Só sei que pra viver bem, além de ter competência temos que ter muita sorte. Alea jacta est!

11/05/2003

Posted by Ranaur at 02:12 PM | Comments (0)

junho 04, 2003

Fotos

Novas fotos na área de "pictures". Aniversário da Liliane, Flávia, Festa do Lucas e Maratona. Enjoy.

Posted by Ranaur at 09:18 AM | Comments (1)

Tá bombando maluco?

Tudo começou com duas características muito minhas: filosofia e atraso.

Por volta de 99/2000 eu marcava com um amigo meu para andar na Lagoa, enquanto a gente conversava sobre filosofia. Valia falar de tudo, desde a viabilidade de viajar pelo espaço até alguns argumentos ontológicos espúrios. Enquanto isso a gente via as menininhas que passavam de patins pela Lagoa.

Eu, na época, morava no Leblon e ele no corte do cantagalo, praticamente. E, é claro, qe eu sempre saía atrasado. Até um dia, que eu estava chegando no Caiçaras quando me surgiu a belíssima idéia: vou correndo. E fui. Corri um kilômetro e cheguei semi-morto no parque do Cantagalo.

Ainda assim esse foi o marco zero. Comecei a correr mais de um kilômetro. Dois correndo, um andando, dois correndo, dois andando (e dá-lhe volta na Lagoa).

Parei com essas voltas na Lagoa quando fui para São Paulo. Em Sampa, eu ia pra uma academia. Tudo que fiz foi entrar na Companhia Atlética e pegar o preço. Claro, cantei a antendente que era uma gatinha. Nunca cheguei a fazer academia lá. Em São Paulo eu não tinha tempo nem de respirar, o que não era um mal muito grande, já que o ar de lá é poluído a vera. Corria 2km no Ibirapuera nos fins de semana e olhe lá.

Voltanto ao Rio, fui para a Europa e esqueci dessas coisas "saudáveis". Lá minha preocupação era onde ia dormir essa noite, o que vou comer de tarde e se o que eu comi ontem de tarde ia me fazer mal. Uma vez com tudo resolvido, eu só pensava em ver museus-igrejas-castelos.

Na Romênia, eu fiquei num albergue em Bucaresti muito legal, que organizava um tour para o provável lugar que o Drácula, Vlad Drakul estaria enterrado (se ele estiver morto é claro). Era uma ilhota a uns 80 kilômetros de Bucaresti. Para chegar na ilhota, depois de uma hora de taxi, você alugava um bote a remo e tinha que ir lá remando. Eu dividi um bote, que só cabia duas pessoas, com um inglês mais mirrado e desastrado do que eu.

E lá fui eu aprender "na marra" como se rema. Fomos e voltamos em 2 horas, contra uma hora do outro barco, remado por um finlandês que sabia remar.

Apesar dos eventuais contratempos, como por exemplo, o fato do mosteiro estar em obras e que tudo que tinha do Vlad no mosteiro era uma xérox de uma foto do único quadro onde ele aparece (que, diga-se de passagem, está num museu na Áustria), foi divertido pacas. E começou a nascer a idéia de que, quando eu voltasse eu iria começar a malhar.

Voltando, entrei para a Pró Forma, e o resto é história. No começo era vaidade, depois era hábito, agora se eu não acordo para malhar fico cheio de sono o dia inteiro. Fazer o que?

Curioso como a gente adquire hábitos. Outro dia eu conto a história de como eu aprendi a programar em C.

Posted by Ranaur at 04:34 AM | Comments (0)

junho 03, 2003

Eu tenho ... você não tem ...

... um vizinho que toca sanfona todo dia até meia-noite.

Quer trocar? Aceito vale transporte.

Posted by Ranaur at 05:54 PM | Comments (0)

Tudo pro espaço

Imagine a seguinte cena absurda. Inventa-se uma máquina do tamanho de um controle remoto, que, apertando o botão a Terra acaba. Vupt! Kaput! Desintegra-se completamente. Sem dor. Some tudo: se Sócrates a Bethoven, de Einstei a Jesus Cristo, tudo some. A lua fica girando no nosso lugar, certamente vai ter uma perturbação da órbita de Marte, mas nada que o sistema solar não resolva sozinho. O universo nem nota. Não sobra nada, exceto, talvez as Voyagers com seu Chuck Berry rodando eternamente pelo cosmo.

Essa máquina cai na mão de alguém que tenta tirar proveito.

- Aí ... eu quero que mihas exigências sejam satisfeitas ou eu mando tudo pelos ares!!
- E depois? Vai fazer o que?
- Depois você não vai viver
- Nem você
- Mas se você não atender as minhas exigências vai tudo pelos ares, não está entendendo?
- Estou, mas se tudo sumir, ninguém se preocupa mais com nada.
- A humanidade vai acabar
- E daí? Quem vai perceber?
- Mas, bem ... Todas as obras de arte do mundo sumirão
- Se ninguém for ver elas perdem o sentido. Como todo o resto. Se não fosse o futuro o presente não teria sentido.
- Bem ... mas é que eu quero ...
- Todo mundo quer alguma coisa, mas ninguém quer sumir com tudo.. Não teria graça. Não teria nenhum prazer mais nessa vida
- Então para que serve essa caixa que está na minha mão?
- Para nada. Me passa logo essa bosta. Eu vou jogar fora. Eu então aperta logo esse botão.

Posted by Ranaur at 05:40 PM | Comments (0)

junho 02, 2003

Numerologia

O numerólogo de plantão disse que seria melhor colocar mais uma letra no blog. Então agora ele se chama skyzoophrenya. Dá para fazer mais um trocadilho com o nome.

Nosso serviço de satisfação e retenção de clientes indicou que vários leitores estão reclamando que não conseguem decorar o nome do blog. Pensando em nossos fiéis leitores, a diretoria do blog resolveu criar atalhos para os nossos prezados, diletos e amados leitores. Os atalhos são:
http://www.ranaur.net/sky
http://www.ranaur.net/skyzo
http://www.ranaur.net/skyzoo
http://www.ranaur.net/esquizofrenia
http://www.ranaur.net/skyzophrenya
http://www.ranaur.net/eutenhodislexiaenaoseidigitardireito

Sempre querendo atender bem nossos clientes, subscrevemos

Posted by Ranaur at 07:03 PM | Comments (4)

Bunda larga

Ranaur agora tem banda larga. Eu disse bAnda!!!

Isso significa que:
1) Blog atualizado todo dia
2) Quem quizer um "provedor" gratuito, fale comigo. Eu tenho uma linha de bobeira, um modem, uma conexão com a internet ...
2.1) Ou seria melhor um BBS?
3) Kazaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Tenho dito :-)

Posted by Ranaur at 06:12 PM | Comments (3)

junho 01, 2003

A lápis

O que eu escrevo, escrevo à lápis, pois escrevo meus sentimentos, que podem mudar a qualquer momento. Mensagem em ouro, em rocha, em sangue, ou seja, para sempre, eu sussurro ao pé do ouvido.

Posted by Ranaur at 08:25 AM | Comments (0)