Quizera eu ter coragem e dinheiro para fazer o que esse homem fez a vida inteira por amor. Observar, comentar, e fascinar a natureza humana com o cotidiano da própria sociedade.
Tudo muda. É por isso que o passado é tão atraente. Rever as pessoas as coisas, sentir novamente os momentos do passado. Ver como tudo mudou e, ao mesmo tempo, o que era para ser eterno continua.
É assim que me sinto quando revejo as velhas amizades. Ver como as pessoas, que conheci na minha infância, se transformaram. As experiências que tiveram, as novidades, as surpresas. Como elas ficaram belas por fora e por dentro.
O mais interessante no rever as pessoas, é que elas, com seu esplendor presente, nos fazem lembrar dos bons momentos do passado. É como se juntasse, numa cartase mágica, os bons momentos do passado, as boas lembranças, com os brilhos dos olhares do presente.
Existe um momento que a amizade também muda. A amizade e o respeito cedem um pouco do espaço para o desejo, mas sem perder a própria dimensão. É. Temos que admitir que a amizade também muda. Só o amor é eterno.
Quem foi, foi. Quem não foi perdeu. A festa foi muito legal. Não foi uma Bizarro, mas chegou até a tocar Stray Cats, o que garantiu um show do Ranaur rodopiando de capa de vampiro no meio da pista.
Micos pagos, o pessoal era muito gente boa. Menção honrosa para o manso e Kiki que foram os únicos dos Bizarros, além de vosso dileto escritor, que foi na festa.
Além deles, anos 80, festa à fantasia, Naitillus ... a gente sempre encontra alguém conhecido. Dessa vez foi a Ana T que estava muito bem de hum ... bem ... de ... como era mesmo? Eu batizaria aquela fantasia de Palhaço Bizarro. Mas que estava irada, estava. Tinnha até uma cornetinha.
O melhor das festas na quinta é que você acorda no dia seguinte e ainda tem a night de sexta e sábado pela frente. Em resumo a festa foi muito legal.O resto é história e certas histórias não se publicam.
Vou confessar uma vergonha. Eu tenho instalado no meu Palm um programinha que todo dia me aparece com um "biscoito da sorte", uma frasezinha com alguma previsão. É estúpido, mas é divertido.
O mais estranho desse software é a taxa de acerto. Ele com certeza não usa nada de astrologia, nada de numerologia, nada de nada. É simplesmente um sorteio pseudo-aleatóreo. Funciona assim. Ele tem um número que ele guardou do último sorteio. Multiplica por outro número grande, pega os peimeiros dígitos do número, e guarda. Esse é o resultado do sorteio. Não existe nada mágico, oracular ou oculto.
Ele usa esse número para consultar uma tabelinha de frases pré-decoradas e me mostra a frase. Ele faz isso uma vez ao dia. Mais simples impossível.
E como é que uma coisa dessas pode acertar? Isso tem a ver com o meu balisamento de expectativas. Toda vez que eu leio a mensagem eu estou "querendo" que ela faça sentido, especialmente se ela for boa. Se ela for "ruim", eu inconscientemente estarei comparando ela com meus receios e inseguranças. Se não bater com nada, rápidamente eu esqueço, desprezo. Se der certo, eu me lembro e marco que o oráculo é bom.
Por isso que eu sou cético para oráculos como astrologia, numerologia, etc. Não estou dizendo que eles não acertem, mas somente que eles não são muito melhores que, digamos assim, efeito placebo psicológico.
A única maneira é você marcar metódicamente cada oráculo e marcar se ele acertou ou errou depois de passado o prazo.
Por exemplo, hoje apareceu "You may attend a party where strange customs prevail." Será verdade?
Nessa quinta feira agora (dia 29, depois de amanhã) vai rolar na Nautillus uma festa à fantasia muito boa. Um amigo meu do banco foi na última Bizarro e se amarrou na idéia. Quiz fazer uma festa ao estilo.
Claro que não é uma Bizarro, porque o Shade não será o DJ e nem tem o certificado de qualidade Bizarro (TM), mas rolará músicas dos anos 80 a maior parte do tempo e é à fantasia. Logo, vai ser boa.
Já adiantando a surpresa, eu irei de vampiro, com a minha histórica capa. Quem viver e for, verá.
Horário: a partir das 21:00
O endereço é Rua do Catete, 124 (perto do metrô do Catete)
Te vejo lá!
Jesus usa saia. Essa é a mensagem original do filme. Não é um filme de todo ruim, mas também não é bom. Eu juro que me esforcei para fazer o possível para que os diálogos fossem interpretados como bons. Não chegam a ser ruins, mas não me lembrarei deles daqui a 10 anos, como no Prisioneiro ou Star Wars.
Nem comentarei a rave baiana, que é modelo-mercado de comportamento música-drogas-sexo para adolescente de 15 anos. Nem comentarei também os efeitos especiais, que por mais bem-feitos que sejam, não estão ali para dar credibilidade (apesar de existir uma desculpa para quebrarem as leis da física). Estão ali para impressionar. Para mim, o melhor efeito especial da minha vida foi saber que o Eliah Wood tem 1,80 e não 1,10. Esse efeito especial não está para impressionar, mas sim para dar credibilidade à história.
Quanto à parte "filosófica", ela se resume a duas palavras: livre arbítrio. Tenho que admitir que esse foi o pesadelo de muito filósofo medieval. Mas, dessa vez, vou poupar-lhe de minha opinião filosófica sobre o assunto (adiantando, graças a uma antiga conversa com um amigo meu cheguamos à conclusão louca que o livre arbítrio é o que nos torna humanos. Mas essa é uma outra história, que até tem a ver com o Matrix, mas vai ficar para outro dia).
Minha questão de hoje é: porque toda vez que Hollywood levanta a questão de escolha entre a predestinação tragico-grega do herói, contra a livre e espontânea vontade que vence o mal no final, sempre escolhe a segunda? Show de Truman, Matrix 2, Willow, Star wars, etc. Sempre o herói dá uma "volta surpreendente e milagrosa no final" e por causa da sua capacidade de ser ousado e inesperado, vence o mal? Saca aquela faca da bainha da perna na última hora que o vilão não esperava? Será que é sempre assim? Será que os governos querem que seja sempre assim?
Será que as academias, as universidades acham, unanimemente, que o destino é sempre decidido pelo ousado, caótico e imprevisível?
Para os que entendem o que eu digo, "uma" palavra, um número e um livro: 1984
Sabe porque Jesus usa saia? Porque o filme é para ser kilt.
Fui correr na maratona. Muito legal.
Quando contei p/ as pessoas me perguntaram: ganhou? Chegou em primeiro?
Claro que não! Em primeiro deve ter chegado alguma equipe de de corredores do Quênia ou algo parecido.
Eu, e as outras 999 equipes, estava lá p/ competir. Na vida você não tem sempre que chegar em primeiro. Não existem 6 bilhões de primeiros lugares. Na vida, o importante é superar seus limites, curtir o momento e ser feliz. Isso é ser vencedor.
Falando em superar os limites, quebrei meu récorde! Yes! 25:15 sem me matar ... mal posso esperar até ano que vem!!!
Tirei meu cavanhaque. Droga! Já me arrependi. Duas semanas de cara limpa.
Meu horóscopo hoje me diz que é para eu sair na rua. Por isso mesmo vou ficar em casa escrevendo meu blog. Não acredito em horóscopos.
Frase da semana: ser tímido é uma merda.
E para começar com uma piada idiota: Qual é a canção que os cientistas cantam quando vão para a floresta com os amigos se reunir em torno da fogueira e contar histórias?
R: CobaiÁ my Lord, Cobaiá!! CobaiÁ, my CobaiÁ!
Oi, eu sou o dono do Blog. Meu trabalho aqui é colocar ordem na casa, organizar a bagunça, explicar mal-entendidos, apaziguar eventuais brigas entre as partes. Ou seja, quanto menos eu aparecer, melhor para todos os envolvidos, os autores, os leitores e eu mesmo. Afinal, eu tenho uma vida para curtir.
Logo um primeiro post tinha que ser meu. E ele é uma apresentação. Nesse blog postam vários autores, cada um com suas características. Um fernando-pessoismo pessoal, se me permite o exagero ...
As personalidades mais comuns no blog são:
Ranaur - Eu, sobre meu pseudônimo predileto. Cínico, de humor sutil e duvidoso, cheio de referências obscuras, quase sempre incompreensível e incomprendido. E narigudo, é claro. De longe, o mais eu de todos.
Guto - Playboy, sai na night com roupa da moda, para festinhas sem fim. Usa um inseparável colar de guerreiro para impressionar as menininhas. Não impressiona sempre. Mas o colar de guerreiro é importante. Só sabe quem é. Com vários casos, amantes e ficantes, certamente é a personalidade mais erótica do blog. Goste ou não todo mundo tem um lado guto. Pelo menos esse não taca fogo em mendigo, nem sai na porrada em boite.
Número seis - iconoclasta, ácido, crítico. Não aceita as coisas erradas da vida. É uma daquelas pessoas que coloca jabuticaba em aboboreira, e abóbora em jabitucabeira. Por se revoltar contra o sistema, e falar de tudo e de todos, vive num mundo onde as pessoas não tem nomes, tem números. Cada um com o seu. Cada número tem seu significado. "Nomes não importam. E como você pode se identificar? Não precisa."
Reverendo Ronaldo - Um pastor da religião do hambúrger, McDonaldiano Ortodoxo. É uma personalidade complexa, fanática e intrigante. Todas as quintas ele vem nos trazer Sua Sabedoria em McSermões. A história é longa e tem uma parte do FAQ só para ele. Claro, bobageira pura.
Outras virão com o tempo. Eu faço o trabalho de três pica-paus por aqui, é por isso que eu como tanto.
Droga! Eu tinha que terminar o papo com desenho animado!