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segunda-feira, 23/04/2007 às 21:46
Marquei um tour para a tarde para conhecer umas ruínas. Durante o dia rodei a cidade. Nao tem muito para ver. Algumas ruas, umas igrajinhas e so. Subi num morro para ver o lago titicaca de perto. Nao e moleza. 3800 metros acima do nivel do mar. O mirante do condor estava a 4000. Demorei uns 45 minutos para subir. Me forcando a parar 10 segundos a cada lance de escada e ainda fiquei com dor de cabeça. (oba! esse teclado tem cê cedilha! Mas til nem pensar!). Desci, almocei num restaurante bom (já que a ultima refeicao descente que tive foi a 2 dias atras). Carne de Alpaca com pure de batatas. A carne de alpaca e saborosa, mas nada de mais. Às 2 da tarde peguei o tour. Estou refazendo as minhas contas, e acho que acerto o orçamento(ççç!!!) em alguns dias. Mas falemos de coisas divertidas. O guia, tinha mania de falar ´no´ de duas a três vezes em cada frase. Quando ele nao falava ´no no´ ou ´no well no´. Até a subida do morro para sair da cidade de puna (aproximadamente 7 minutos de viagem) ele tinha falado mais de 50 vezes, e aí eu perdi a conta. O tour nao foi grandes coisas até o final. Nos fomos ver um antigo cemitéria pré-inca. Dado que o guia falava inglês-tarzan (I Tarzan, you Jane), ou melhor inglês-no-tarzan-no, tinha uma hora que o cerebro desliga. Valeu por poder entrar dentro das tumbas (nao tem mais nada, mas ainda sim é divertido). Depois de uns 3 ou quatro tours diferentes, dificilmente os guias falam alguma novidade muito grande. No grupo estavam 3 brasileiros que estavam vindo de Arequipa. Puxei um pouco de papo, parte para pegar umas dicas do Canyon de Colca, parte para dar dicas de Machu Pichu (e eu tinha várias dicas para dar). Conversei também com um israelense cujo inglês tinha um sotaque fortíssimo, mas era melhor do que o do, no, guia. No fim do tour passamos por umas casas de nativos. Entrei pensando que era mais uma armadilha para os turistas depositarem uns soles. Mas nao. Foi, sem duvida, a parte mais interessante. Primeiro o cara mostrou as casas, ou casa. Imagine um muro feito de pedra sobre pedra e barro. partindo do muro existem várias casas, cada uma com o seu telhado. como uma cidadezinha. Uma casinha e a cozinha, outra sao os quartos, e etc. No meio ele mostrou uma série de alimentos típicos. Ele mostrou 2 dos 30 tipos de quinoa, e uns 7 tipos diferentes de batata (dos 1200, sim, mil e duzentos, existentes). Numa tijela tinha um negócio que era lama comestível (lama, barro e, nao lhama). Um queijo, e uma paradinha que era uma empanada de quinoa. E deixou a gente comer. A empanadinha de quinoa parecia um biscoitinho e era deliciosa. O quijo, parecia quijo minas, um pouco mais salgado. E a lama, por incrível que pareça, era boa. Pra arrematar a gente foi ver uma criacao de Cuy (porquinho da Índia). O bicho é muito maneiro. Vai dar pena comer um. Por fim, vimos uma mulher fazendo tapeçaria do lâ de lhama e alpaca que tinham acabado de tirar. Realmente, como eu disse, dificilmente vem alguma coisa nova, mas dessa vez veio. Todos saíram do tour animadaços. Chamei os brasileiros e o israelense para comer, pois os biscoitinhos de quinoa com lama abriram o apetite. Como eles estavam em grupo, acabaram dando evasivas. O israelense, tal como eu, nao tinha nada para fazer e acabamos conversando. Desde economia até carreira, passando por computaçao (ele também era engenhrio de computaçao). Nessas horas é que eu me pergunto se vale a pena viajar em grupo. Grupo sempre se fecha mais. Amanha vou conhecer o lago Titicaca e, se tudo der certo, dormir na casa de uma família de nativos que mora em uma das ilhas. Nao sei se a ilha é flutuante ou nao. Amanha conto mais. Preparem-se. Antes era só concentraçao para chegar a Machu Pichu e tentar a maldita Trilha Inca. Feito o que pode ser feito nada mais me segura, exceto a vontade de visitar as linhas de Nazca e o vôo de volta. Agora a viagem vai ficar bizarra. Comentários
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