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sexta-feira, 17/02/2006 às 14:47
Sem duvida, foi a viagem mais insolita do mundo. Imagine 9 pessoas (um guia, uma cozinheira, tres suicos, uma bolivana, dois argentinos, e eu) dentro de uma toyota caindo aos pedacos, atravessando o deserto boliviano até o Chile. O primeiro dia foi para conhecer o Salar de Uyuni, o maior salar do mundo. Salar é, para quem nao conhece, uma lagoa que secou, e sobra uma crosta de sal. O de Uyuni, chega a ter em alguns pontos mais de 90 kilômetros de extensao. Do centro, voce nao consegue ver o fim. Comecamos por uma cidadezinha proxima, onde o motorista me esqueceu. Sim, abandonado enquanto tirava algumas fotos. De la fomos a um cemiterio de trens, onde o nosso carro foi atacado por uma nuvem (?) de moscas. (quem souber qual é o coletivo de mosca me avise) Passamos o resto da tarde espentando as moscas do carro e visitando umas cidadezinhas no meio do nada. Que pena que eu nao tenha um GPS para mostrar onde é. O Salar pode ser visto no Google Earth como uma grande mancha branda a sudoeste de Sucre. A cidade base, Uyuni, nao aparece no Google. Durmimos em um "pueblo modelo" chamada Culpina-K. Nao me perguntem porque do K. "Pina" significa "do mundo" que na língua quechua. :-) Foi um frio danado, mas meu casaco segurou. Ficamos em uma casa jogando baralho e conversa fora numa espécie de Babel boliviana. Ingles, espenhol, portunhol, alemao (lembre-se tres eram suiços). Acordamos no outro dia e fomos ver mais belezas naturais. Visitamos uma serie de lagos, Fotografamos flamingos, lhamas, vicunhas, alpacas entre outros bichos que nao me lembro o nome. Terminamos o dia dentro de um parque nacional ao sul da Bolívia. A noite dormimos em um refúgio dentro do parque a 4300 metros de altitude. Uma suiça teve soroche (já tive o meu em Potosi). À noite, foi o ceu mais limpo que eu ja vi na vida. Aí que a gente entende a expressao "infinito como as estrelas no céu". Por outro lado, deve ter feito uns -10 graus. Acordamos hoje, as 5:00 para ver os Geisers. Estava frio que nem culpina de lhama. Só para voces terem ideia, quando entremos no carro (fechado) o motorista demorou para chegar. Até ele chegar (uns dois minutos) o vapor dagua que embaçou o vidro congelou. Depois dos geisers, fomos tomar banho em umas piscinas termais. (Banho? Eu e os artgentinos conseguimos agua quente em Culpina-K, o resto eu nao prestei atencao). De la atravessamos outro deserto, com direito a fotos lindas. Inclusive o deserto de Salvador Dali, como é chamado para quem entendeu a metáfora. Cheguei 13:00 a San Piedro de Atacama. Estou em um hotel muito legal. Estou me sentindo no México. Meu hotel é todo arrumado como se eu estivesse em Acapulco. Com direito a musica e tudo. Quem mais México do que deserto, espanhol, ruazinhas de barro, tudo junto? Devo ficar aqui por dois dias e depois volto para Oruro. Apesar de muito simpático e de ter papel higiênico nos banheiros (coisa inexistente na Bolívia), e Chile é bastante caro. No mais, vamos ver a comida daqui. A Boliviana, por mais cuidado que eu tomasse, já me fez um estrago. Impossível, a culkinária boliviana coloca qualquer quiosque de cachorro quente podrao da Rocinha no chinelo. Depois eu conto da comida da viagem. Agora tenho que encontrar o casal de suíços com que eu marquei de almoçar. Comentários
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