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sexta-feira, 20/06/2003 às 18:01
Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro pra ler e não o fazer! Como é bom matar o trabalho um dia e sair na rua sem nada a fazer. Há um prazer de ver todo mundo acordando cedo e indo pro trabalho, enquando você vê a o mundo girar lentamente pelos seus olhos. Enquanto folheio o meu caderno. Ler é maçada, estudar é nada. As crianças indo e vindo com a lição feita ou a fazer. O presente construindo o futuro. Um dia, só é preciso um dia (apesar de desejar tantos outros), para ver, só para ver. Dá pena ver as crianças vivendo a juventude de uniforme. Ver o Sol. O sol doira sem literarura. Sem técnica, sem trabalho (mas nunca sem poesia). O sol indo e vindo, no seu eterno ciclo, mas mesmo assim sem monotonia. Passar o dia vendo a praia. O Rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal, como tem tempo não tem pressa. E eu? Eu tenho só um dia, mas deixei a pressa para horas mais oportunas. Claro que li. Não vivo um ócio sem virar páginas. Mas livros são papéis pintados com tinta. Lia só para passar o tempo, tão infinito e tão breve. Prazer e não estudo. Estudar é uma coisa que está indistinta, a dinstinção entre nada e coisa nenhuma. O dia escureceu cedo. O céu, revoltado, me privou de ver o redentor, eternamente abraçando a cidade. Quanto é melhor, quando há bruma (apesar de crendice popular dizer que é chuva). Esperar por D. Sebastião, por São Pedro, ou São Sebastião. Quer venha ou não. E volto a ver tudo, tudo grande. Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor do mundo são as crianças (pequenas ou crescidas que se mantém crianças pelo menos por um dia), flores, música, o luar e o sol, que peca só quando, em vez de criar seca. Seco, volto para a minha casa, para minhas estantes de livro, para me sentir seguro, feliz e sozinho novamente. O mais do que isto é Jesus Cristo, que não sabia nada de finanças (e) nem consta que tivesse biblioteca(muito menos MBA ...). Bem ... para quem não pegou a referência ... Liberdade é um poema do Fernando Pessoa, que por acaso reli hoje. E como foi um dia tranqüilo(realmente hoje foi folga para mim), decidi costurá-lo no meu diário. Comentários
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