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quarta-feira, 4/06/2003 às 4:34
Tudo começou com duas características muito minhas: filosofia e atraso. Por volta de 99/2000 eu marcava com um amigo meu para andar na Lagoa, enquanto a gente conversava sobre filosofia. Valia falar de tudo, desde a viabilidade de viajar pelo espaço até alguns argumentos ontológicos espúrios. Enquanto isso a gente via as menininhas que passavam de patins pela Lagoa. Eu, na época, morava no Leblon e ele no corte do cantagalo, praticamente. E, é claro, qe eu sempre saía atrasado. Até um dia, que eu estava chegando no Caiçaras quando me surgiu a belíssima idéia: vou correndo. E fui. Corri um kilômetro e cheguei semi-morto no parque do Cantagalo. Ainda assim esse foi o marco zero. Comecei a correr mais de um kilômetro. Dois correndo, um andando, dois correndo, dois andando (e dá-lhe volta na Lagoa). Parei com essas voltas na Lagoa quando fui para São Paulo. Em Sampa, eu ia pra uma academia. Tudo que fiz foi entrar na Companhia Atlética e pegar o preço. Claro, cantei a antendente que era uma gatinha. Nunca cheguei a fazer academia lá. Em São Paulo eu não tinha tempo nem de respirar, o que não era um mal muito grande, já que o ar de lá é poluído a vera. Corria 2km no Ibirapuera nos fins de semana e olhe lá. Voltanto ao Rio, fui para a Europa e esqueci dessas coisas "saudáveis". Lá minha preocupação era onde ia dormir essa noite, o que vou comer de tarde e se o que eu comi ontem de tarde ia me fazer mal. Uma vez com tudo resolvido, eu só pensava em ver museus-igrejas-castelos. Na Romênia, eu fiquei num albergue em Bucaresti muito legal, que organizava um tour para o provável lugar que o Drácula, Vlad Drakul estaria enterrado (se ele estiver morto é claro). Era uma ilhota a uns 80 kilômetros de Bucaresti. Para chegar na ilhota, depois de uma hora de taxi, você alugava um bote a remo e tinha que ir lá remando. Eu dividi um bote, que só cabia duas pessoas, com um inglês mais mirrado e desastrado do que eu. E lá fui eu aprender "na marra" como se rema. Fomos e voltamos em 2 horas, contra uma hora do outro barco, remado por um finlandês que sabia remar. Apesar dos eventuais contratempos, como por exemplo, o fato do mosteiro estar em obras e que tudo que tinha do Vlad no mosteiro era uma xérox de uma foto do único quadro onde ele aparece (que, diga-se de passagem, está num museu na Áustria), foi divertido pacas. E começou a nascer a idéia de que, quando eu voltasse eu iria começar a malhar. Voltando, entrei para a Pró Forma, e o resto é história. No começo era vaidade, depois era hábito, agora se eu não acordo para malhar fico cheio de sono o dia inteiro. Fazer o que? Curioso como a gente adquire hábitos. Outro dia eu conto a história de como eu aprendi a programar em C. Comentários
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