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sexta-feira, 23/05/2003 às 23:57
Jesus usa saia. Essa é a mensagem original do filme. Não é um filme de todo ruim, mas também não é bom. Eu juro que me esforcei para fazer o possível para que os diálogos fossem interpretados como bons. Não chegam a ser ruins, mas não me lembrarei deles daqui a 10 anos, como no Prisioneiro ou Star Wars. Nem comentarei a rave baiana, que é modelo-mercado de comportamento música-drogas-sexo para adolescente de 15 anos. Nem comentarei também os efeitos especiais, que por mais bem-feitos que sejam, não estão ali para dar credibilidade (apesar de existir uma desculpa para quebrarem as leis da física). Estão ali para impressionar. Para mim, o melhor efeito especial da minha vida foi saber que o Eliah Wood tem 1,80 e não 1,10. Esse efeito especial não está para impressionar, mas sim para dar credibilidade à história. Quanto à parte "filosófica", ela se resume a duas palavras: livre arbítrio. Tenho que admitir que esse foi o pesadelo de muito filósofo medieval. Mas, dessa vez, vou poupar-lhe de minha opinião filosófica sobre o assunto (adiantando, graças a uma antiga conversa com um amigo meu cheguamos à conclusão louca que o livre arbítrio é o que nos torna humanos. Mas essa é uma outra história, que até tem a ver com o Matrix, mas vai ficar para outro dia). Minha questão de hoje é: porque toda vez que Hollywood levanta a questão de escolha entre a predestinação tragico-grega do herói, contra a livre e espontânea vontade que vence o mal no final, sempre escolhe a segunda? Show de Truman, Matrix 2, Willow, Star wars, etc. Sempre o herói dá uma "volta surpreendente e milagrosa no final" e por causa da sua capacidade de ser ousado e inesperado, vence o mal? Saca aquela faca da bainha da perna na última hora que o vilão não esperava? Será que é sempre assim? Será que os governos querem que seja sempre assim? Será que as academias, as universidades acham, unanimemente, que o destino é sempre decidido pelo ousado, caótico e imprevisível? Para os que entendem o que eu digo, "uma" palavra, um número e um livro: 1984 Sabe porque Jesus usa saia? Porque o filme é para ser kilt. Comentários
não há livre arbítrio, e vc vê isso quando percebe que tudo o que existe existe pq vc tem consciencia daquilo, mesmo que seja em suposições, tudo é devido à sua consciencia, não existe nada além disto, e se não existe, não existe caminho a tomar, todos estão já definidos. [infame on]Não vi Matrix Dois ainda, mas.. o filme é pra ser *uma gracinha*?[infame off] Eu ainda não vi esse filme e já acho uma bosta. Tô achando até que vou deixar pra ver em DVD mesmo... Por: Daniell às maio 28, 2003 09:02 AMChicão, (caramba... acabei de ter um deja vu sinistro) Quanto ao filme, não achei as cenas de luta tão fantásticas. São boas, mas são artificiais na medida que os efeitos especiais distorcem a realidade. Entendo que o roteiro permitiu essa brecha e é internamente consistente com o roteiro. Particularmente não gosto de efeitos forçados, mesmo que consistentes com o resto. Tem algo no meu cérebro que diz "ei! está errado!". Apesar dos clichês dos diálogos a parte lenta nem é tão ruim IMHO. A rave-baiana em Zion, e o "desculpe, mas eu tenho que te dar porrada para mostrar os efeitos especiais" foram absolutamente desnecessárias. A propósito, várias coisas foram desnecessárias. O diálogo com o "criador" poderia ter sido bem mais profundo. Eu daria um 6 para o filme. Contra um 8 do Matrix 1. Nada que surpreendesse, pois quase todo filme 2 é pior do que o 1. Mas o meu questionamento não era sobre o filme em si, mas sobre a abordagem quase unânime de hollywood de querer que o mocinho sempre "vença" através do seu livre-arbítrio. A única coisa que me consola é que a disney ainda não fez o desenho de Édipo-rei. Vai que eles fazem o Édipo só atordoar o pai e dançar com a mãe. Aí ele desiste de tudo e vai para o Hawaii surfar. Ia ser duro de aturar. Por: Ranaur às maio 30, 2003 04:06 PM |
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